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Lula: ‘Reformas de Temer são bomba atômica na cabeça dos trabalhadores’

Durante votação no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ex-presidente Lula também comparou as reformas trabalhista e da Previdência com uma nova escravidão

TVT / Seu Jornal / reprodução
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Lula, entrevistado pela TVT: governo Temer retrocede direitos dos trabalhadores ao início do século 20

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (18) as propostas de reforma trabalhista e da Previdência defendidas pelo governo Temer. “O que eles estão fazendo não é reforma, é um processo de demolição. Estão desmontando as conquistas que tivemos desde o começo do século passado e toda a estrutura da CLT. Estão desmontando a ideia dos sindicatos serem os únicos e legítimos representantes dos trabalhadores em uma negociação. Querem acabar com a Previdência Social. No fundo, no fundo, estão desmontando os empregos dos trabalhadores.” 

As declarações foram dadas depois que Lula votou nas eleições do segundo turno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Para o ex-presidente, as reformas de Temer podem ser comparadas a uma bomba atômica. 

“Se quisesse fazer comparação com algo mais grave, diria que o governo, com as suas reformas, está parecendo que está jogando uma bomba atômica em cima da cabeça de milhões e milhões de trabalhadores”, ressaltou Lula, que lembrou que as conquistas trabalhistas foram frutos de muita luta. “Nenhuma conquista dos trabalhadores foi de graça. Nenhuma.”

Lula também comparou as consequências das reformas trabalhista e da Previdência como uma nova forma de escravidão e apelou para a mobilização. “Não é possível que as pessoas não tenham lido nenhum livro de história e não aprenderam que a escravidão acabou. É preciso alguém gritar contra a insanidade de destruir esse país, que é muito grande para ser destruído da forma que está sendo destruído.”

Por fim, Lula também criticou as iniciativas privatizantes do governo Temer, que vem realizando a venda de ativos da Petrobras, e apontando para a privatização dos Correios, por exemplo. “Ninguém precisa de um presidente para vender o Brasil. Ninguém precisa de um presidente para vender as empresas, vender os bancos, vender as rua, os postes. Não precisamos. Queremos alguém que venha constituir, que venha fazer algo novo, que venha gerar emprego,  gerar salário, gerar renda e melhoria da qualidade de vida.”