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Dia de paralisações

PEC 287 é uma das reformas de maior exclusão social no país, diz Dieese

Diretor técnico afirma que proposta 'retarda (acesso à aposentadoria), exclui e arrocha'. Para ele, protestos ajudam a conscientizar população. Golpe aconteceu para fazer reformas, diz dirigente do MST
Publicado por Redação RBA
Política
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Debate sobre reforma da Previdência

Debatedores veem com otimismo reação favorável da população as manifestações contra a reforma da Previdência

São Paulo – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, sobre a Previdência, é, talvez, “uma das reformas de maior exclusão social no Brasil”, avalia o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, que participou na tarde desta quarta-feira (15) de um debate promovido em rede social pelo jornal Brasil de Fato. Para ele, o dia nacional de paralisações, hoje, ajuda a fazer o contraponto à propaganda do governo e ajuda a população a entender o que representa “o ataque a seus direitos”.

“O projeto é extremamente severo, retarda o acesso à aposentadoria, exclui milhões. Retarda, exclui e arrocha”, resume Clemente. “As pessoas começam a entender a gravidade desse projeto.” Já a reforma trabalhista, acrescenta, tem impacto ainda maior: “Afeta a organização econômica de toda a sociedade brasileira”.

Para o diretor técnico do Dieese, com a proposta da Previdência, o governo diz, em síntese, que a população tem de receber menos. “Os rentistas, não. Para eles eu garanto.”

“A sociedade não escolheu essa reforma”, disse Clemente, apontando falta de debate público sobre o tema. “Temos de mostrar a nossa indignação. Queremos discutir a receita da Previdência.”

Membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues destacou, no movimento de hoje, a “unidade de todo o campo popular”, a “qualificação” das mobilizações com greves em várias categorias e o apoio da população. “Acredito que temos de sair com um calendário de mobilizações a partir de hoje. O golpe aconteceu por causa dessas duas reformas”, avaliou.

A secretária de Assuntos da Situação da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ana Cláudia Borguin, também se disse surpresa com a reação favorável da população, que em geral critica movimentos que atingem o transporte coletivo. “A gente teve muitas demonstrações de apoio”, afirma, esperando que o dia de hoje seja “o começo de uma virada no movimento sindical”.