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Turbulência

'Mais do que nunca, Brasil precisa de diálogo', diz governador

Ex-ministro também faz referência a "postura antiética de alguns profissionais de saúde"
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 04/02/2017 17h27, última modificação 04/02/2017 17h41
Ex-ministro também faz referência a "postura antiética de alguns profissionais de saúde"
Paulo Pinto/ APT
Velorio_Marisa_Paulo_Pinto.jpg

Apelos por diálogo e tolerância marcaram manifestações dos presentes ao velório de Marisa Letícia, em São Bernardo

São Bernardo do Campo (SP) – Um dos governadores a participar do velório da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, hoje (4), Wellington Dias (Piauí) disse que o Brasil, "mais do que nunca, precisa de diálogo", referindo-se ao clima político. Ele considerou importante a visita que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez a seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda no hospital, retribuindo gesto de 2008, quando morreu Ruth Cardoso. "São os dois principais líderes do país, de campos importantes".

O governador, que é do PT, contou que Lula se referiu à viagem feita em 2013 para a África do Sul, para o velório de Nelson Mandela. Naquela ocasião, a então presidenta Dilma Rousseff levou consigo três ex-presidentes: Lula, o próprio FHC, Fernando Collor e José Sarney. Os quatro "conversaram muito" e teriam assumido compromisso de manter diálogo na volta, mas isso não aconteceu. "Isso é mais importante do que nunca. É preciso não esquecer que acima de tudo está o Brasil", afirmou Dias.

O ex-ministro Alexandre Padilha fez referência à cultura de "intolerância" presente no país. Médico, criticou a "postura antiética de alguns profissionais" da saúde durante a internação de Marisa Letícia. "Ódio não combina com saúde", afirmou, acrescentando que o respeito ao paciente deve estar em primeiro lugar e que o caso deve servir de reflexão para escolas de Medicina e conselhos profissionais.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a morte de Marisa pode ser um momento para "o Brasil se repensar e a justiça voltar". "Queremos a volta da democracia e que a justiça seja feita para todos", afirmou.

Também estiveram no velório, das 9h às 15h30, os governadores Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro) e Fernando Pimentel (Minas Gerais). Ex-petistas, como os deputados Luiza Erundina e Ivan Valente (ambos do Psol-SP), foram abraçar o presidente, assim como Jamil Murad, presidente municipal do PCdoB em São Paulo. Amigo de Lula e Marisa, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, estava bastante emocionado. Por volta das 13h, o atual prefeito, Orlando Morando (PSDB) esteve no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde ocorreu o velório de Marisa Letícia, e foi acompanhado pelo presidente da entidade, Rafael Marques.