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Lava Jato

PF pede arquivamento de ação contra Lindbergh

Lava Jato apurava delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. PF informou que não foram encontrados "indícios mínimos de autoria e materalidade" contra o senador do PT
por Redação RBA publicado 09/11/2016 11h17, última modificação 09/11/2016 12h02
Lava Jato apurava delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. PF informou que não foram encontrados "indícios mínimos de autoria e materalidade" contra o senador do PT
Jefferson Rudy/Agência Senado
Lindbergh Farias

Inquérito baseado em delação sem provas somou um ano e meio de desgaste para o senador Lindbergh Farias

São Paulo – A Polícia Federal (PF) pediu ontem (8) o arquivamento de inquérito que investiga denúncias de corrupção contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras. O relatório da PF afirma que não há "indícios mínimos de autoria e materialidade" para prosseguir com o processo.

Acusado pelo delator Paulo Roberto Costa (ex-diretor da estatal) de ter cobrado R$ 2 milhões em propina que teriam sido destinados à sua campanha ao Senado, em 2010, a PF ouviu executivos das construtoras envolvidas na Lava Jato sem que nenhum deles tenha corroborado a versão.

"Nenhum dos executivos ouvidos no bojo deste apuratório, inclusive na condição de colaboradores, foi capaz de corroborar a narrativa que ensejou a instauração do presente inquérito, ou ao menos de que as contribuições tivessem origem ilícita. Portanto, ausentes indícios mínimos de autoria e materialidade relator o presente feito no estado em que se encontra, sugerindo o arquivamento do mesmo", diz o documento.

Paulo Roberto Costa afirmou que o dinheiro teria sido entregue pelo doleiro Alberto Youssef, que também negou a informação. O pedido de arquivamento foi enviado ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 29.

Antes da decisão do STF, o relatório da PF deve ainda ser analisado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pode concordar com o pedido de arquivamento ou indicar o prosseguimento das investigações. O inquérito contra Lindbergh foi aberto em março de 2015, somando, portanto, mais de um ano e seis meses de desgaste com base em denúncia que, segundo a PF, carece de indícios.