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Protestos

Deputado pede comissão externa da Câmara para acompanhar ocupação de escolas

Leo de Brito externou preocupação com agravamento das relações entre autoridades públicas e movimentos estudantis, por isso propôs que os parlamentares passem a analisar de perto estas mobilizações
por Redação RBA publicado 26/10/2016 16h39, última modificação 26/10/2016 16h44
Leo de Brito externou preocupação com agravamento das relações entre autoridades públicas e movimentos estudantis, por isso propôs que os parlamentares passem a analisar de perto estas mobilizações
Lucas Martins/JOrnalistas livres
Ocupa

Colégio em São José dos Pinhais, município do Paraná, foi pioneiro nas ocupações contra a PEC 241 e a MP 746

Brasília – O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara, deputado Leo de Brito (PT-AC), apresentou requerimento à presidência da Casa pedindo a criação de comissão especial para acompanhar os estudantes nas escolas ocupadas no país. O objetivo da comissão, de caráter externo, segundo ele, é fazer com que esse grupo de parlamentares realize diligências para conseguir informações sobre estas mobilizações que estão sendo realizadas em mais de 1 mil escolas públicas e 50 universidades e institutos federais em todo Brasil.

O movimento tem basicamente duas frentes de combate: a luta contra a reforma do ensino público, que está sendo tratada pela Medida Provisória (MP) 746, em tramitação na Câmara, e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 – aprovada em segundo turno na Câmara, na madrugada de hoje (26), e que segue agora para o Senado.

No texto do documento, Brito lembrou que é preciso haver maior preocupação do Legislativo com o quadro, uma vez que há algumas semanas, muitas instituições de ensino foram ocupadas por movimentos estudantis que protestam por melhores condições na educação pública. De acordo com ele, somente no Paraná, 850 escolas, 14 universidades e três núcleos de ensino estão ocupados e um jovem foi encontrado morto dentro de um colégio estadual ocupado, em Curitiba – em circunstâncias alheias ao movimento.

Leo de Brito critica ainda o fato de o Executivo Federal não ter dado, até agora, atenção para ouvir as reivindicações dos estudantes. “O que tem provocado o agravamento das relações entre as autoridades públicas e os movimentos, colocando em grave risco a integridade de milhares de jovens brasileiros”, ressaltou.