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Em nota, MST repudia golpe e prega defesa irrestrita da democracia

"A restauração da democracia brasileira e as mudanças necessárias para a construção de um país mais justo e soberano serão o nosso guia para o próximo período", afirma a nota
por Redação RBA publicado 01/09/2016 14h50
"A restauração da democracia brasileira e as mudanças necessárias para a construção de um país mais justo e soberano serão o nosso guia para o próximo período", afirma a nota
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'É preciso garantir a inclusão do povo nos processos decisórios do país', diz o MST

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou hoje (1º) nota por meio da qual manifesta repúdio ao "golpe parlamentar – judicial- midiático instalado no Brasil". Para o movimento, os acontecimentos põem a unidade do campo e cidade como fundamental no processo de luta pela restauração da democracia brasileira.

O MST afirma ter convicção de que impeachment não é o último ato de violação dos direitos do povo brasileiro promovido pelas elites econômicas e políticas do Brasil, e cita diversos outras, como a "tentativa de entrega do pré-sal brasileiro".

A nota aponta a defesa irrestrita da democracia como saída para a crise política, econômica e social do país.

 

Íntegra da nota

Após a violação da Constituição brasileira consolidada por 61 senadores neste dia 31 de agosto de 2016, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar seu repúdio ao golpe  parlamentar – judicial- midiático instalado no Brasil.

A farsa que sustentou este processo foi desmascarada no próprio julgamento, desmontada pela defesa e pela fragilidade da acusação, e reconhecida pelo constrangimento em caçar os direitos políticos da presidenta Dilma Rousseff. Sem crimes que pudessem dar base a uma denúncia contra a presidenta, a elite econômica e política brasileira ferem gravemente o processo democrático e colocam em risco a legitimidade do voto do povo.

Coerentes com o histórico de defesa da democracia, recusamos reconhecer o governo de Michel Temer. Temos convicção de que o Impeachment não é o último ato de violação dos direitos do povo brasileiro promovido pelas elites econômicas e políticas do Brasil. Desta forma, denunciamos:

A tentativa de entrega do Pré-Sal brasileiro, retirando a exclusividade de exploração da Petrobras.

A tentativa de flexibilização dos direitos trabalhistas, dos direitos previdenciários e de sucateamento do Sistema Único de Saúde. 

A
tentativa de privatização dos bens do povo brasileiro e a mercantilização das nossa  terras, água e minérios para estrangeiros. 

A
completa paralisação da reforma agrária, somado a retrocessos em todas as áreas sociais, tais como educação e o desmonte do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A saída para a crise política, econômica e social que vivemos é a defesa irrestrita da democracia. Acreditamos ser fundamental mudanças no sistema político brasileiro e defendemos a convocação de uma Constituinte Exclusiva para mudar o sistema político. É preciso garantir a inclusão do povo nos processos decisórios do país, de forma a garantir a participação popular nos temas de interesse nacional, tais como as reformas estruturantes, historicamente impedidas pela classe dominante.

Anunciamos que a nossa mobilização não acaba com o golpe instalado. Seguiremos em luta, organizando o povo do campo e construindo a unidade com as lutas urbanas. A restauração da democracia brasileira e as mudanças necessárias para a construção de um país mais justo e soberano serão o nosso guia para o próximo período.

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