Você está aqui: Página Inicial / Política / 2016 / 09 / Defesa de Lula será bandeira de mobilizações

Volta à origem

Defesa de Lula será bandeira de mobilizações

Petistas que atuam em organizações integrantes da Frente Brasil Popular veem necessidade de reaproximação com movimento social
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 24/09/2016 09h22
Petistas que atuam em organizações integrantes da Frente Brasil Popular veem necessidade de reaproximação com movimento social
Paulo Pinto/Fotos Públicas
Frente Brasil Popular

Raimundo Bonfim: "Há muito tempo petistas dos movimentos sociais não faziam reunião tão representativa"

São Paulo – A análise da conjuntura politica, o papel que a Frente Brasil Popular desempenhou no período de resistência ao impeachment e a luta pela democracia foram temas de reunião, realizada nesta sexta-feira (23), Cerca de 50 membros do PT que fazem parte da direção de movimentos sociais e coletivos da frente participaram, entre eles lideranças do MST, da CUT, da Marcha Mundial de Mulheres e do Levante Popular da Juventude.

Um dos assuntos foi a necessidade de os movimentos populares manifestarem solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas mobilizações.

“Defender Lula é fazer defesa da própria atuação dos movimentos sociais, tendo em vista que ele é um líder popular e vem do movimento sindical. Avaliamos que o ataque a ele não é uma questão individual, porque Lula representa o campo democrático popular”, destaca Raimundo Bonfim, Coordenador da Frente Brasil Popular em São Paulo e da Central de Movimentos Populares (CMP).

Na sexta-feira da semana passada (16), em entrevista coletiva, o presidente do PT, Rui Falcão anunciou que os candidatos às prefeituras do partido deverão se manifestar em defesa de Lula. A medida veio dois dias depois de o procurador Deltan Dallagnol acusar Lula de estar "no topo de organização criminosa" e ser o "comandante máximo" de esquema de corrupção.

Papel da frente

O entendimento majoritário dos participantes do encontro foi o de que a Frente Brasil Popular não deve ser apenas uma frente de mobilização, mas também programática, posicionando-se para elaborar um programa de atuação sobre os temas estruturantes da sociedade, com debates sobre economia, Estado brasileiro e instituições.

De acordo com Raimundo, a reunião foi muito positiva. “Até porque fazia muito tempo que os petistas dos movimentos sociais não faziam uma reunião tão representativa.” Segundo ele, “isso sinaliza que o partido está entrando num processo de avaliação e entende a necessidade de voltar a apostar em uma relação mais estreita com o movimento social”.

A discussão transcorreu desde a manhã até o fim da tarde de sexta-feira. “Foi muito enfatizado que o PT no último período priorizou demais a luta institucional e a disputa eleitoral em detrimento de uma relação mais forte com o movimento social e de um embate mais político na disputa de projeto e hegemonia na sociedade”, diz Raimundo.