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Dilma diz que resiste a golpe por 'dever com os votos da população'

Em ato em Teresina, presidenta reforçou a defesa de seu mandato e a ideia de que sem crime de responsabilidade, da forma como está sendo conduzido, impeachment é golpe
por Redação RBA publicado 15/07/2016 19h23, última modificação 15/07/2016 19h26
Em ato em Teresina, presidenta reforçou a defesa de seu mandato e a ideia de que sem crime de responsabilidade, da forma como está sendo conduzido, impeachment é golpe
Roberto Stuckert Filho/PR
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'Vou voltar para inaugurar novas obras, as que estão em andamento', disse Dilma aos piauienses

São Paulo – “Se eu não voltar, as medidas do governo ilegítimo se tornarão permanentes. E eu pergunto: alguém votou para que a Educação e a Saúde não tenham recursos para atender aos que precisam? Tenho certeza que não”, afirmou hoje (15) a presidenta Dilma Rousseff, em ato realizado em Teresina. Ela reafirmou que sua posição de resistência diante do golpe é “dever com os votos da população”.

No início de seu discurso, a presidenta fez uma ressalva de que “não estava ali, como em outras ocasiões, para inaugurar mais um programa bem sucedido, mas sim para lutar pelos direitos sociais conquistados nos últimos 13 anos”. Entretanto, Dilma prometeu regressar para o estado, caso o processo de impeachment em trâmite no Senado Federal não a afaste definitivamente do cargo. “Vou voltar para inaugurar novas obras, as que estão em andamento.”

A presidenta fez referência à fala do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, que há uma semana, ao lado do presidente interino, Michel Temer, defendeu mudanças na Previdência e nas leis trabalhistas, retirando direitos. Andrade chegou a mencionar o exemplo de uma jornada de 80 horas semanais para o trabalhador. Após repercussão, recuou, dizendo que foi mal interpretado.

“Não somos a favor desse absurdo que anunciaram depois se calaram”, disse Dilma, “Mesmo que a ideia do aumento da jornada de trabalho para 80 horas seja retirado por eles, só em um ambiente em que direitos sociais e coletivos não importam, alguém ousa falar algo como isso. É a volta da escravidão. É a pessoa não ter tempo para a família, não ter direito a nada. Essa é uma razão do golpe. Através de eleições, nunca esse programa seria eleito”, afirmou.

Outro ponto enfatizado pela presidenta foi o laudo do Ministério Público que a inocenta de possíveis “pedaladas fiscais”. “Temos dito que é golpe, pois é. Não houve crime de responsabilidade. A decisão do MP foi no sentido de que não houve pedalada. Passaram dois anos me acusando e, agora, o MP diz que não, a não ser as da minha bicicleta”, ironizou.

A presidenta afirmou que o programa Temer carrega “a seguinte situação: cortar despesas, privatização, venda de patrimônio e busca de outras formas de receitas. É como se uma família em dificuldade financeira cortasse a escola das crianças e vendesse o sofá, a geladeira, o fogão e até os talheres”.

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