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Dilma: 'Que programa seria eleito defendendo cortes na Saúde e na Educação?'

Em Recife, presidenta atacou medidas do governo interino de Temer. "São dois os objetivos do golpe: impedir investigações e destruir políticas sociais"
por Redação RBA publicado 17/06/2016 19h14, última modificação 17/06/2016 19h16
Em Recife, presidenta atacou medidas do governo interino de Temer. "São dois os objetivos do golpe: impedir investigações e destruir políticas sociais"
Roberto Stuckert Filho/PR
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Dilma criticou o congelamento do reajuste do Bolsa Família pelo governo Temer

São Paulo – “Os objetivos do golpe estão claros. Impedir que investigações cheguem até os golpistas e desmantelar, destruir todas as políticas sociais, políticas em defesa da soberania nacional e em defesa dos interesses coletivos e individuais”, afirmou hoje (17) a presidenta Dilma Rousseff em ato de defesa da democracia, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife. Com duras críticas ao governo interino de Michel Temer (PMDB), Dilma chamou o processo de impeachment de “esquema parasita que ataca a árvore da democracia”.

Dilma denunciou cortes nos programas sociais: “É gravíssima a situação quando sabemos que hoje eles não pagaram o reajuste do Bolsa Família. Tínhamos deixado os recursos e aprovado todas as condições. Vejam o preço do reajuste. Custa menos de R$ 1 bilhão. Ao mesmo tempo, eles concederam aumento para quem interessava. Deram aumento para servidores, algo que impactou em R$ 56 bilhões. Então, para os pobres, R$ 1 bilhão é muito e, para os ricos, R$ 56 bilhões é pouco. Isso mostra os objetivos do governo ilegítimo”.

De acordo com a presidenta, um dos objetivos centrais do golpe ganhou força ontem, quando o Executivo encaminhou ao Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 247/2016), que prevê um limite de gastos do poder público. “Eles querem reduzir os gastos com a Saúde, Educação e programas sociais. Eles querem que por 20 anos, os gastos com estas áreas cresçam apenas a inflação. Isso significa que, a cada ano que passar, menos dinheiro vai sobrar para cada brasileiro e brasileira que pretende ingressar em todas as esferas educacionais”, afirmou.

A senadora Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) também teceu críticas à "PEC da maldade", em suas palavras. Em vídeo divulgado via redes sociais, a senadora argumentou que as sanções previstas para os estados e municípios que descumprirem o limite de gastos trará prejuízos à população. “Quem não seguir o teto será punido com a proibição de reajustes salariais para servidores públicos e também será impedido de realizar novos concursos para contratações. Está virando realidade o que dizíamos. O golpe tem dois objetivos: parar a Lava Jato e tirar direitos.”

Para Dilma, está claro o porquê da necessidade de um golpe para implementar tal programa de governo. “O que eles planejaram, o programa deles, não passa pelo critério das urnas, não passa pelo voto de cada um de nós. Eles estão tentando encurtar o caminho do poder passando por cima do povo. Que programa seria eleito defendendo cortes na Saúde e na Educação?”, disse.

A presidenta ainda provocou setores da mídia em seu discurso: “Tem gente da imprensa que diz que esse governo provisório é de salvação nacional. Não é! É de salvação da pele deles”, afirmou, seguida de gritos do público: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”.

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