1º de Maio

Boulos quer reação a direita que vai às ruas ‘sedenta de sangue’

Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), afirma que estão em jogo 'projetos desastrosos de regressão social'

Marcia Minillo/RBA
anhangabau

Manifestação no Anhangabaú é aquecimento para dia nacional de paralisação em 10 de maio

São Paulo – Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos afirmou, ao chegar ao Anhangabaú, em São Paulo, que estão em jogo “projetos desastrosos de regressão social” e que o 1º de Maio deste ano não acontece em circunstâncias normais”, exigindo demonstrações de resistência.

“Setores mais atrasados da sociedade querem impor um programa de regressão social. É preciso dar uma resposta a uma direita que vai às ruas sedenta de sangue. Temos de mostrar que do lado de cá há resistência”, disse Boulos, que considera pequenas as chances de reverter o processo de impeachment no Senado.

Marcia Minillo/RBABoulos
Boulos: pouca chance no Senado

“Temos de ser claros: as chances de barrar ali são pequenas. A nossa aposta são as ruas.”

A manifestação do 1º de Maio convocada pela CUT, CTB e Intersindical ocorre no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, desde a manhã. Diversas lideranças políticas já discursaram.

O dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro acredita que está em curso um “rompimento com essa convenção chamada Constituição”. O que permitiria, inclusive, pensar em ações de desobediência civil ou mesmo em um governo paralelo. De concreto, centrais e movimentos preparam uma paralisação nacional para o dia 10, véspera da votação do processo de impeachment no Senado.

O senador Lindbergh Faria (PT-RJ) vê dificuldades de sustentação de um eventual governo Temer.