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1º de Maio

Boulos quer reação a direita que vai às ruas 'sedenta de sangue'

Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), afirma que estão em jogo "projetos desastrosos de regressão social"
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 01/05/2016 13h38
Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), afirma que estão em jogo "projetos desastrosos de regressão social"
Marcia Minillo/RBA
anhangabau

Manifestação no Anhangabaú é aquecimento para dia nacional de paralisação em 10 de maio

São Paulo – Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos afirmou, ao chegar ao Anhangabaú, em São Paulo, que estão em jogo "projetos desastrosos de regressão social" e que o 1º de Maio deste ano não acontece em circunstâncias normais", exigindo demonstrações de resistência.

"Setores mais atrasados da sociedade querem impor um programa de regressão social. É preciso dar uma resposta a uma direita que vai às ruas sedenta de sangue. Temos de mostrar que do lado de cá há resistência", disse Boulos, que considera pequenas as chances de reverter o processo de impeachment no Senado.

Marcia Minillo/RBA Boulos
Boulos: pouca chance no Senado

"Temos de ser claros: as chances de barrar ali são pequenas. A nossa aposta são as ruas."

A manifestação do 1º de Maio convocada pela CUT, CTB e Intersindical ocorre no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, desde a manhã. Diversas lideranças políticas já discursaram.

O dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro acredita que está em curso um "rompimento com essa convenção chamada Constituição". O que permitiria, inclusive, pensar em ações de desobediência civil ou mesmo em um governo paralelo. De concreto, centrais e movimentos preparam uma paralisação nacional para o dia 10, véspera da votação do processo de impeachment no Senado.

O senador Lindbergh Faria (PT-RJ) vê dificuldades de sustentação de um eventual governo Temer.