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Lula: 'Quem trai compromisso selado nas urnas não vai sustentar acordos feitos nas sombras'

Pelas redes sociais, o ex-presidente, dirigindo-se aos deputados federais, alerta que "fora da democracia o que vai existir é um caos e a incerteza permanente"
por Redação RBA publicado 15/04/2016 15h17, última modificação 15/04/2016 15h26
Pelas redes sociais, o ex-presidente, dirigindo-se aos deputados federais, alerta que "fora da democracia o que vai existir é um caos e a incerteza permanente"
reprodução/facebook
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Lula: 'Vou usar minha experiência de ex-presidente para ajudar na reconstrução do diálogo'

São Paulo – “Quero falar especialmente com os deputados sobre o momento histórico que nosso país está vivendo.” Assim o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa um discurso publicado hoje (15), nas redes sociais, destacando o risco do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que será apreciado domingo (17), em plenário da Câmara dos Deputados. “Uma coisa é divergir do governo, criticar os erros e cobrar mais diálogo (…) outra é embarcar em aventuras acreditando em canto de sereia dos que sentam na cadeira antes da hora”, afirma.

Em referência à articulação do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que vazou um discurso na segunda-feira (11) afirmando como deverá conduzir o país, mesmo sem a concretude da votação do impeachment, Lula afirma que “quem trai um compromisso selado nas urnas não vai sustentar acordos feitos nas sombras (…) Ninguém será respeitado como governante se não respeitar a Constituição e as regras do jogo democrático”.

Lula se diz otimista com o resultado no domingo. Serão necessários, no mínimo, 172 votos contrários ao impedimento de Dilma, dois terços dos 513 deputados da Casa. O ex-presidente argumentou: “Superamos grandes desafios econômicos, políticos e sociais. Derrubamos um muro que dividia o Brasil, entre os que tudo podiam e os que sempre ficavam à margem da história”. Para ele, será possível, após derrubar o impeachment na Câmara, “retomar o caminho do crescimento e do desenvolvimento”.

Para atingir esses objetivos, Lula diz que “independente de cargos”, estará, já na segunda-feira (18), “empenhado com a presidenta Dilma para que o Brasil tenha um novo modo de governar”. "Vou usar minha experiência de ex-presidente para ajudar na reconstrução do diálogo e unir este país."

Para ele, a estratégia carece de “responsabilidade, maturidade e respeito a todas as forças políticas, agentes econômicos e movimentos sociais”.

“A comunidade internacional já percebeu que o processo de impeachment não passa de um golpe”, alerta Lula. “São extraordinárias as manifestações em defesa da legalidade em todos os cantos do país. Elas alertam que, fora da democracia, o que vai existir é um caos e a incerteza permanente”, diz.

Lula finaliza pedindo parceria para “reafirmar a credibilidade do país lá fora e resgatar aqui dentro a confiança que sempre tivemos no futuro do país". "Por isso, peço a todos que confiem na minha palavra e mantenham a defesa da democracia", acrescenta. "Vamos derrotar o impeachment e encerrar de vez esta crise, e juntos, faremos um país mais forte, justo e com oportunidade para todos."