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Comissão do impeachment

Sessão desta sexta na Câmara pode se estender pela madrugada

Acordo permitiu que a reunião desta tarde seja prolongada, mas em compensação trabalhos não entrarão pelo final de semana. Atividades serão retomadas a partir das 9h de segunda-feira
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 08/04/2016 14h14, última modificação 08/04/2016 14h20
Acordo permitiu que a reunião desta tarde seja prolongada, mas em compensação trabalhos não entrarão pelo final de semana. Atividades serão retomadas a partir das 9h de segunda-feira
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
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Pronunciamentos dos deputados sobre o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) começam às 15h

Brasília – Depois de três reuniões, os integrantes da comissão do impeachment decidiram, no início da tarde de hoje (8), que estenderão os trabalhos até a madrugada do sábado. O início dos pronunciamentos dos deputados sobre o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que é favorável à admissibilidade do pedido de afastamento da presidenta Dilma Rousseff, começa às 15h. E a sessão será realizada ininterruptamente, de forma a acelerar os trabalhos.

Os integrantes da comissão, no entanto, acertaram que, acabadas as atividades no sábado, não serão mais realizadas sessões no final de semana – e a próxima reunião fica agendada para a manhã da segunda-feira (11), quando será dado seguimento aos pronunciamentos. Estão inscritos até agora 108 deputados, incluindo os integrantes da comissão e 28 líderes partidários, mas o prazo ainda não foi encerrado. Com tanta gente inscrita, a previsão é de aproximadamente 30 horas de debates e pronunciamentos.

Após o final da reunião desta manhã, o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), afirmou que a sessão de hoje não tratará de votação, mas sobre o texto do relator. Rosso disse ainda que não foi estabelecido um rito de votações ao longo da próxima semana.

Ele destacou, também, que segunda-feira, a partir das 9h, a comissão já terá várias reuniões paralelas, para discutir questões como prazos e ritos de trabalho. “O objetivo é garantir quórum e fazer com que a tramitação do processo aconteça dentro do prazo célere que o assunto exige e a população brasileira deseja”, ressaltou o parlamentar.

A votação do relatório no plenário também causa polêmica. Ontem, o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assegurou que pretende fazer com que as votações sejam realizadas por estados, começando pelos deputados do Rio Grande do Sul.

Estratégia de Cunha

De acordo com parlamentares da base aliada, é uma estratégia de Cunha para tentar convencer os indecisos a votar com o impeachment, partindo de estados cujas bancadas são em maioria favoráveis ao afastamento da presidenta. E, em consequência, deixando por último os estados de regiões como o Nordeste, onde acontece o contrário.

Por isso, um grupo de deputados do PT pretende apresentar pedido de liminar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o rito da tramitação em plenário siga a mesma ordem estabelecida durante a votação do processo de Fernando Collor, em 1992. Na ocasião, a votação dos deputados foi feita conforme a ordem alfabética e não por bancadas de cada estado.