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Ao entregar casas em Salvador, Dilma diz que democracia é o lado certo da história

Presidenta destacou que o programa Minha Casa, Minha Vida "é do tamanho da necessidade do Brasil" e disse que está sendo julgada por ter optado pelo povo
por Redação RBA publicado 26/04/2016 14h15, última modificação 02/05/2016 12h14
Presidenta destacou que o programa Minha Casa, Minha Vida "é do tamanho da necessidade do Brasil" e disse que está sendo julgada por ter optado pelo povo
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma

Dilma é recebida com 'abraçaço' em cerimônia de entrega do programa Minha Casa, Minha Vida em Salvador

São Paulo – Em cerimônia de entrega de 5.293 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, realizada hoje (26), em Salvador, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que "um governo deve ser julgado pelo que foi capaz de fazer e é capaz de fazer pelo povo". Disse que a democracia "será sempre o lado certo da história desse país".

Além da capital baiana, que contou com 2.800 unidades, foram inauguradas simultaneamente casas em outros três estados, nas cidades de Caucaia (CE), Santa Maria (RS), Pirassununga e São Carlos, no interior de São Paulo, beneficiando famílias com renda de até R$ 1,6 mil mensais.

A presidenta Dilma afirmou que o Minha Casa, Minha Vida é "um programa do tamanho do Brasil e das necessidades do povo brasileiro" e que nunca houve no país um política habitacional à altura. O programa já beneficiou mais de 10,5 milhões de pessoas, com a entrega de 2,6 milhões de moradias em todo o país.

Durante a cerimônia, que contou também com a presença do governador da Bahia, Rui Costa, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, Dilma voltou a afirmar que não cometeu nenhum crime de responsabilidade que possa embasar o processo de impeachment que agora tramita no Senado.

"Estou sendo julgada é por causa da opção do meu governo, por termos optado pelo povo", disse Dilma, novamente classificando o impeachment como uma tentativa de golpe. A presidenta lembrou que "ninguém está acima da lei", nem ela própria, mas que "todo poder vem do voto popular direto", em alusão às iniciativas do vice-presidente, Michel Temer, que pode assumir a cadeira, inclusive com avançadas negociações para compor um virtual ministério.

Por fim, a presidenta Dilma pediu tolerância e entendimento para que o país consiga sair da crise. "Nós queremos a paz no nosso país. Os brasileiros não hostilizam pessoas que pensam diferente", afirmou.