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'sem provas'

Brasil está na 'UTI da Unasul', diz secretário-geral do bloco sobre impeachment

Julgamento de Dilma avança, sem que haja provas que determinem sua culpabilidade, disse Ernesto Samper em reunião de chanceleres
por Redacao RBA publicado 24/04/2016 12h45
Julgamento de Dilma avança, sem que haja provas que determinem sua culpabilidade, disse Ernesto Samper em reunião de chanceleres
telesur/reprodução
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Samper: 'Eventual saída de Dilma do poder seria uma questão preocupante para toda a região'

Opera Mundi – "Vemos que o julgamento da presidente (Dilma Rousseff) está avançando rapidamente, sem que exista, a nosso ver, nenhuma prova que determine sua culpabilidade", afirmou ontem (23) o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, durante a reunião de chanceleres do bloco, em Quito.

O encontro, de caráter ordinário, teve início com a entrega da presidência temporária do grupo, das mãos do chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, para sua colega Delcy Rodríguez, da Venezuela, país que terá essa função por um ano.

A situação política brasileira e a crise humanitária decorrente do terremoto que atingiu o Equador estiveram no centro dos debates.

A respeito do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, Samper afirmou que sua eventual saída do poder "seria uma questão preocupante para toda a região".

Segundo ele, o Brasil está em uma espécie de "UTI da Unasul", daí, o diálogo de chanceleres para buscar estratégias de apoio à democracia brasileira.

"Esperamos que os atores reiterem seu compromisso com a democracia e que a presidente Rousseff possa sair bem deste impasse", ressaltou Samper.

Na sexta-feira (22), Dilma afirmou para jornalistas estrangeiros que, caso o processo de impeachment prospere, ela acionará a cláusula democrática do Mercosul e da Unasul. Foi por meio desse mecanismo que o Paraguai foi suspenso do Mercosul em 2012 após o golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo.

Equador

A respeito do terremoto que atingiu o Equador nas últimas semanas, o organismo lançou uma declaração especial na qual “reitera o compromisso de continuar com o apoio integral dos atingidos em cada uma das fases e com a reconstrução das zonas afetadas”.

Da reunião de Quito participaram cinco chanceleres, quatro vice-chanceleres e três secretários de Relações Exteriores. A Unasul é integrada por Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

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