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lado positivo

'Saída do PMDB oferece recomeço ao governo sem fisiologismo político'

Emidio de Souza, presidente do Diretório Estadual do PT de São Paulo, criticou a postura do vice-presidente, Michel Temer. "É o primeiro caso de um jurista que vira golpista"
por Redação RBA publicado 30/03/2016 12h34
Emidio de Souza, presidente do Diretório Estadual do PT de São Paulo, criticou a postura do vice-presidente, Michel Temer. "É o primeiro caso de um jurista que vira golpista"
Igo Estrela/ PMDB Nacional
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Emidio: 'Espetáculo deprimente do PDMB, oferece ao governo uma oportunidade de recomeço'

São Paulo – "A saída do PMDB oferece ao governo a oportunidade de viver sem uma base fisiológica", afirma o presidente do Diretório Estadual do PT de São Paulo, Emidio de Souza, em entrevista hoje (30) à Rádio Brasil Atual.

Emidio também critica a reunião da sigla ontem – que decidiu deixar a base do governo por aclamação –, que classificou como "espetáculo deprimente" e avalia que o Brasil, sobretudo sua classe trabalhadora, está ameaçado de retrocessos sociais e políticos significativos, caso o PMDB venha a assumir o governo. "O PMDB é aquilo que estava no palanque ontem: Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Romero Jucá, essa turma que sangra o Brasil", afirma.

Leia abaixo os destaques da entrevista:

Com a saída do PMDB, o que muda na condução do governo federal?

Depois do espetáculo deprimente que o PDMB ofereceu ao país ontem, o desembarque do partido oferece ao governo uma oportunidade de recomeço. Agora, o governo pode criar outra base aliada, menos fisiológica.

O PMDB é um partido que não teve grau de fidelidade nenhum com o governo Dilma. Ele é titular de sete ministérios e agora o vice-presidente Michel Temer abraça o golpe, o impeachment. É o primeiro caso de um jurista, que deixa de ser jurista, para virar golpista. Então, isso oferece ao governo a oportunidade de viver sem uma base fisiológica.

Nesse processo de impeachment, os brasileiros devem entender que não é possível que uma presidenta da República seja cassada sem provas e, ainda mais, por um sujeito como Eduardo Cunha", disse, referindo-se às muitas denúncias de corrupção que envolvem o presidente da Câmara dos Deputados

É uma situação constrangedora o Michel Temer continuar ocupando o cargo da vice-presidência, enquanto o PMDB obriga os ministros a entregarem as pastas?

O Michel Temer foi eleito junto com a Dilma, então, não tem como entregar o cargo. Além disso, ele trabalha pelo golpe, já que ele é o primeiro beneficiário do impeachment.

Sem falar que o Eduardo Cunha se torna vice-presidente da República. Olha a situação que o Brasil está se enfiando. O PMDB é aquilo que estava no palanque ontem: Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Romero Jucá, essa turma que sangra o Brasil.

Precisamos lutar muito. Amanhã (31) faremos uma mobilização em todo o país para garantir que o país viva uma fase de estabilidade e respeite as regras democráticas.

Você acredita que nesse contexto todo, a imprensa possui um lado político e ajuda no processo de impeachment da Dilma?

Parte da mídia é a maior oposição do governo, pois trata as informações de maneira parcial, partidária. Ela entra na casa das pessoas todos os dias e distorce os fatos. O Brasil precisa passar a limpo o papel da mídia. Essa mesma mídia teve um papel fundamental no suicídio do Getúlio Vargas, no golpe de 64 e na sustentação da ditadura militar. Agora, se articula para dar um golpe na democracia.

Ouça a entrevista completa: