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Escândalo da merenda rende vaias a Alckmin no interior de São Paulo

Governador ouve gritos de “merenda, merenda” durante evento de entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida em Indaiatuba
Publicado por Redação RBA
09:42
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Reprodução
merenda

São Paulo – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi vaiado ontem (3), durante entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em Indaiatuba, no interior de São Paulo. As vaias foram dirigidas ao tucano acompanhadas de gritos “merenda, merenda”. Políticos do PSDB são investigados por um esquema de fraude na merenda escolar, em que se apuram desvios que podem chegar a R$ 11 milhões dos cofres do governo paulista.

Para aprofundar as investigações do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil sobre o esquema de fraude na merenda escolar, deputados da oposição querem instalar uma CPI na Assembleia Legislativa. Segundo o MPE, a prática de desvios teria ocorrido em diversos órgãos da administração estadual, além das secretarias de Educação e de Agricultura, e em mais 22 prefeituras. A apuração aponta para um esquema de abastecimento de campanhas de políticos ligados aos PSDB e a Alckmin. “O Portal da Transparência do estado é muito ruim para que a gente faça esse levantamento, mas técnicos aqui da Assembleia calculam que passe de R$ 11 milhões os desvios da merenda”, diz o líder do PT na Casa, Geraldo Cruz.

Esquema descoberto na semana passada levou dirigentes da Cooperativa Agrícola Familia (Coaf), com sede em Bebedouro, fornecedora de alimentos para a merenda. Cássio Chebabi, ex-presidente da cooperativa, revelou que o superfaturamento em contratos chegava a 25%. “Foram cometido vários crimes. A Coaf se organizou para fornecer produtos da agricultura familiar, e se descobriu que ela não tem quase nenhuma relação com agricultores familiares, e que os alimentos que vendia para prefeituras e para o estado seriam comprados na Ceagesp.”

O presidente da Assembleia, deputado Fernando Capez (PSDB), é apontado pelas investigações como um dos beneficiários do esquema. “Não é fácil instalar uma CPI aqui porque o governo tem uma blindagem muito grande, tanto da imprensa quanto na Assembleia”, diz Geraldo Cruz.

Em nota, a Secretaria da Educação afirma que está à disposição para colaborar com as investigações. Assista à reportagem de Jô Miyagui no Seu Jornal, da TVT.