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Metrô manda funcionários estenderem jornada para ato contra Dilma

Coordenador passou na quarta-feira (9) e-mail às equipes determinando a antecipação do expediente de trabalho; poucas pessoas se reúnem em outras cidades
por Redação RBA publicado 13/12/2015 13h14, última modificação 14/12/2015 12h30
Coordenador passou na quarta-feira (9) e-mail às equipes determinando a antecipação do expediente de trabalho; poucas pessoas se reúnem em outras cidades
Fotoarena/Folhapress
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Avenida Paulista neste domingo (13): mobilização menor do que nas manifestações anteriores

São Paulo – A direção da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo soltou um email aos supervisores, exigindo que todos os funcionários que irão entrar para trabalhar pela manhã neste domingo (13), estendam sua jornada até mais tarde,  e os que entrarão de tarde, antecipem sua entrada para o meio dia.

E está pressionando os funcionários de folga a fazer hora extra, pois segundo o e-mail, todas as bilheterias deverão estar abertas para atender a população que irá participar do ato chamado pela direita.

“As estações deverão antecipar a entrada do turno da tarde para às 12h30, essas estações devem manter todos os quches (sic) de bilheteria abertos, a saída do turno manhã está condicionada a liberação pela Mesa de Contingência”, afirma o e-mail. Neste momento, a CUT-SP avalia se recorre ao Ministério Público contra a medida, por uso da máquina.

Manifestações

A suspensão do processo de impeachment pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, na terça-feira (8), esfriou as manifestações deste domingo em favor do impeachment.

Em Brasília, a PM divulgou que entre 500 e 600 pessoas participam do ato, que começou por volta das 11h. A organização do protesto informa que ainda não têm uma estimativa de público.

A reportagem da Agência Brasil estimou que entre mil e 1,5 mil pessoas no local. Perto do meio-dia, a PM reviu o número e informou que entre 4 mil e 5 mil pessoas participaram do ato. As imagens aéreas da TV Globo no mesmo momento mostraram ser bem menos, apesar de a reportagem arriscar 30 mil pessoas.

Do alto do carro de som, organizadores reclamaram que a mídia em geral não divulgou o ato nem deu apoio à manifestação e que o site do movimento Vem pra Rua ficou fora do ar ontem (12).

Paralelamente à manifestação, o movimento Frente Brasil Popular, que representa co campo progressista com mais de 20 entidades, faz panfletagem na Torre de TV – um dos pontos turísticos mais movimentados da capital federal. O ato é contra o impeachment da presidenta Dilma e o ajuste fiscal e pede a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Amanhã (14), aniversário da presidenta Dilma Rousseff, um grupo liderado pelo PT e por entidades que apoiam o governo organizam uma festa simbólica, em frente ao Palácio do Planalto, com direito a bolo e parabéns, para comemorar a data.

Em Belém, a TV Globo informou há pouco que a manifestação reúne 600 pessoas, mas a câmara trabalhou fechada em um grupo de 20 ou 30 pessoas. Em Recife, a mesma cena se repetiu, poucas camisas amarelas no marco zero da cidade, com um boneco do juiz Sérgio Moro.