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Tom brando

Temer nega saída do PMDB do governo e diz que não é candidato em 2018

Em congresso nacional do partido, vice-presidente descarta fim da aliança da legenda com o PT. E diz que, por enquanto, não pensa em ser o nome da legenda para suceder Dilma
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 17/11/2015 15h22, última modificação 17/11/2015 15h32
Em congresso nacional do partido, vice-presidente descarta fim da aliança da legenda com o PT. E diz que, por enquanto, não pensa em ser o nome da legenda para suceder Dilma
© PMDB.org
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Michel Temer, no congresso nacional do PMDB: "Queremos ser um partido"

Brasília – Ovacionado por gritos de “Brasil pra frente, Temer presidente” e cartazes que o pedem como candidato à Presidência em 2018, o vice-presidente, Michel Temer, chegou ao congresso do PMDB, hoje (17), em Brasília, negando as duas possibilidades, mas sem ser taxativo: “Não, não, não. Só em 2018”. Com os olhos do Executivo, do Congresso Nacional e de todos os peemedebistas voltados para a sua postura no evento, Temer preferiu fazer um discurso em tom brando e conciliador, embora tenha frustrado algumas expectativas. Ele disse que não tinha interesse em ser candidato à Presidência, “até porque a legenda possui bons quadros para 2018”.

Presidente nacional do PMDB, Temer descartou que o congresso seja o início de uma ruptura da legenda com o governo Dilma e com o PT, conforme especulado nas últimas semanas pela imprensa. E acentuou que não haverá desembarque dos peemedebistas dos cargos ocupados no Executivo, entre os quais constam sete ministérios e vários postos no segundo escalão.

De acordo com o vice-presidente, o programa lançado recentemente – no documento assinado pelo partido e intitulado "Uma ponte para o futuro"–, que será discutido com os integrantes da sigla ao longo do dia, consiste muito mais no que chamou de “uma programação partidária”, do que uma peça eleitoral. “Não se trata de um projeto definitivo e acabado porque ainda vamos discuti-lo com as bases. Vamos ouvir todas as bases, todos os setores do PMDB. E queremos fazer deste documento um programa democrático e transparente que mira no interesse do Brasil, porque é o Brasil que está em questão”, explicou.

‘Velho MDB’

Temer citou o ex-presidente do partido e um dos seus fundadores, Ulysses Guimarães, e destacou que se ele estivesse vivo, diria que o documento em análise corresponde a uma iniciativa “digna do velho MDB – nome que tinha a sigla na época da ditadura –, aquele que se preocupa com o país acima de todas as outras discussões”. Segundo o vice-presidente, “mesmo as pessoas que querem a saída do governo querem colaborar com o país”.

Ele acrescentou que a ideia do congresso é dar início à discussão do documento e entregar o que for colocado pelos integrantes da sigla aos membros da Fundação Ulysses Guimarães “e, em particular, a todos os setores da sociedade para que haja uma longa discussão dos temas oferecidos”.

“O que nós queremos, em suma, é fazer do PMDB um partido. E partido, vocês sabem, vem de parte. É uma parcela da opinião pública que pensa de uma determinada maneira e quer chegar ao poder”, disse o vice-presidente da República.