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no congresso

Marina pede equilíbrio e que não se faça uso político da crise

Ex-senadora disse não ser candidata cativa à presidência, chamou situação de ‘delicada’ e que políticos devem procurar ganhar a confiança das pessoas e ajudar a resolver a crise
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 08/10/2015 19h40, última modificação 13/10/2015 19h29
Ex-senadora disse não ser candidata cativa à presidência, chamou situação de ‘delicada’ e que políticos devem procurar ganhar a confiança das pessoas e ajudar a resolver a crise
Thyago Marcel/Câmara dos Deputados
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Marina: "É o momento de não ficar querendo ganhar popularidade, mas de se recuperar credibilidade"

Brasília – Ao abrir hoje (8) ato oficial da bancada da Rede Sustentabilidade no Congresso, a ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República Marina Silva (idealizadora da legenda) evitou falar em planos para 2018 e citou temas como ética, responsabilidade de todos para tratar da crise política e econômica e necessidade de avaliação profunda sobre os rumos do país. O recado foi uma deixa aos colegas da sigla para a decisão a ser definida, em breve, sobre como o partido se posicionará em relação aos pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Não se deve fazer uso da crise em benefício próprio”, afirmou.

Segundo Marina, a Rede Sustentabilidade vai avaliar o posicionamento que adotará no decorrer do processo, até porque, segundo ela, a situação é inédita e precisa ser avaliada “com muita responsabilidade”. Disse que desde a campanha presidencial de 2010 vem alertando sobre os riscos de o país perder sua estabilidade econômica e programas de inclusão social, devido ao que chamou de “fragilidade da democracia e atraso da política”.

“Não poderemos ter dois pesos e duas medidas. O momento não é de produzir frases de efeito e sim, olhar com serenidade e responsabilidade para tudo o que está acontecendo. Não estou na cadeira cativa de candidato à Presidência."

Segundo a ex-senadora, o momento é delicado e exige dos políticos que procurem ganhar a confiança das pessoas e se debrucem todos para ajudar a resolver a crise. "É o momento de não ficar querendo ganhar popularidade, mas de se recuperar credibilidade. Não é o momento de instrumentalização da crise, mas de se debruçar para resolver a crise", destacou.

A bancada da Rede Sustentabilidade no Congresso é integrada por seis parlamentares. Na Câmara, Eliziane Gama (MA), Miro Teixeira (RJ), Alessandro Molon (RJ), Aliel Machado (PR) e João Derly (RS). No Senado, Randolfe Rodrigues (AP). A Rede também tem mais três deputados distritais no Distrito Federal, um deputado estadual e outros nove vereadores, distribuídos nas principais cidades do país – entre eles, a ex-senadora Heloísa Helena, de Alagoas (hoje vereadora de Maceió).

Com agências