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Vídeo com depoimento de delator menciona propina de US$ 5 milhões a Cunha

Segundo Júlio Camargo, da Toyo Setal, o valor foi pago por meio de Fernando Soares, o Fernando Baiano. Presidente da Câmara disse que está 'tranquilo'
por Redação da RBA publicado 16/07/2015 20h36, última modificação 16/07/2015 20h57
Segundo Júlio Camargo, da Toyo Setal, o valor foi pago por meio de Fernando Soares, o Fernando Baiano. Presidente da Câmara disse que está 'tranquilo'
youtube/reprodução

São Paulo – Júlio Camargo, sócio diretor da Toyo Setal, delator na Operação Lava Jato, disse hoje (16), em Curitiba, ao juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação, que pagou US$ 5 milhões de propina ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em um contrato com a Petrobras. Segundo Camargo, o valor foi pago por meio de Fernando Soares, o Fernando Baiano.

A partir dos 14′22 do vídeo abaixo, Júlio Camargo descreve a ação, em um edifício comercial do Leblon, na zona sul do Rio. Eduardo Cunha exigiu US$ 5 milhões. Disse que Júlio estava demorando a pagar e ele não tinha mais como aguardar: “Quero o meu imediatamente”.

Eduardo Cunha reagiu à divulgação do depoimento e se manifestou por nota: Disse ser "estranho" o delator ter mudado de ideia na véspera de seu pronunciamento em cadeia de rádio e televisão e acusou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter articulado o depoimento de Camargo.

Em seguida, na Câmara, disse que não se deixará ser constrangido e fragilizado pelo depoimento: "Eu estou absolutamente tranquilo".

Questionado sobre a possibilidade de uma acareação com Júlio Camargo disse que "fala com quem for". "Eu não tenho dificuldade nenhuma de rebater quem quer que seja. Ele está mentindo e o delator tem que provar sua mentira. O ônus da prova é de quem acusa", disse o peemedebista.

Pela manhã, ele disse a jornalistas que pretende, nos próximos 30 dias, tomar uma posição sobre o pedido de impeachment feito pelo Movimento Brasil Livre. “Temos uma equipe da Secretaria-Geral (analisando o tema) e, a parte, também estou consultando vários juristas por fora”, afirmou.

Dando um ingrediente a mais para a crise política, avaliou que, após o recesso, que começa nesta sexta (17), os deputados podem voltar de suas bases eleitorais menos alinhados com o Palácio do Planalto. "Como a realidade não está muito boa, não sei se vão retornar melhor".

 

Assista ao vídeo com o depoimento de Júlio Camargo