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Convenção

Em tom de campanha, Alckmin promete lutar contra 'desesperança'

Governador de SP não poupou críticas e Dilma e Lula e pediu uma reforma política que reduza influência das empresas nas campanhas políticas
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 05/07/2015 18h06, última modificação 05/07/2015 18h09
Governador de SP não poupou críticas e Dilma e Lula e pediu uma reforma política que reduza influência das empresas nas campanhas políticas
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Governador de São Paulo disse que o PT "não gosta do povo", por conta do ajuste fiscal

Brasília – Apontado como um dos presidenciáveis em 2018 pelo PSDB, caso o candidato não seja Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, engrossou o coro de críticas ao governo durante sua fala, na 12ª Convenção Nacional da legenda, neste domingo (5), e destacou que a missão dos tucanos, daqui por diante, deve ser “não deixar o PT carregar o Brasil para o fundo do poço”.

Alckmin criticou o ajuste fiscal e disse ser favorável a uma reforma política que reduza o número de partidos e ao mesmo tempo iniba a influência das empresas nas campanhas. De acordo com o governador paulista, “cabe a nós não deixar o Brasil também se afundar”.

Para o governador, “o PT não gosta dos pobres, do social, gosta do poder a qualquer preço" numa referência ao ajuste fiscal, que a seu ver, levou a conta para o bolso dos mais pobres.

Ao se referir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin disse ainda que o povo “não é bobo" e sabe que Lula também é responsável pela atual situação do país.

O governador paulista criticou a quantidade de partidos existentes hoje no Brasil – 32 em funcionamento e pedidos de criação de outros 28 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Disse que esse número é inaceitável e defendeu a realização de uma reforma política efetiva, que reduza a participação empresarial nas campanhas políticas, como forma de “diminuir a promiscuidade entre partidos e empresas".

“O Brasil poderá reencontrar sua verdadeira vocação para o crescimento. Quero conclamar aqui a todos para lutarmos, pois não vou deixar que no país impere a desesperança”, disse.