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TERCEIRIZAÇÃO

Câmara inicia sessão, mas quórum é baixo em protesto contra proibição do acesso às galerias

Em bate-boca que durou quase uma hora, oposição chama sindicalistas e manifestantes de ‘baderneiros’, e base aliada acusa mesa diretora de ‘antidemocrática’
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 07/04/2015 18h31, última modificação 07/04/2015 18h39
Em bate-boca que durou quase uma hora, oposição chama sindicalistas e manifestantes de ‘baderneiros’, e base aliada acusa mesa diretora de ‘antidemocrática’

Brasília – Foi iniciada há a sessão plenária da Câmara dos Deputados. O presidente, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou para presidir a sessão em meio a um plenário esvaziado, por conta do protesto de boa parte dos deputados da base aliada, diante da proibição imposta por Cunha aos manifestantes concentrados do lado de fora do Congresso. O presidente proibiu a entrada das pessoas que foram pedir a retirada de pauta ou rejeição do Projeto de Lei (PL) 4.330, que legaliza a prática da terceirização hoje condenada no meio jurídico.

Durante confronto com a polícia, um dos manifestantes foi preso e o deputado Lincoln Portela (PR-MG), que estava chegando ao Congresso no momento, foi vaiado e empurrado no meio da confusão.  O deputado Moroni Torgan (DEM-CE) defendeu o colega no plenário e disse que ele teria sido “agredido”. Afirmou, ainda, que “os que estão lá fora são baderneiros travestidos de manifestantes, não refletem a classe trabalhadora do país”.

As declarações de Torgan foram rebatidas pela deputada Moema Gramacho (PT-BA), que enfatizou que, ao contrário do que acusou o parlamentar, vários trabalhadores foram agredidos pela polícia legislativa. “Não temos baderneiros lá fora, deputado. Temos trabalhadores reivindicando contra um projeto que afeta suas vidas e que estão sendo proibidos de entrar no Parlamento de um país cujo regime é democrático”, reclamou.

Prejuízos

A deputada Erika Kokay (PT-DF) divulgou um levantamento com vários prejuízos para os trabalhadores caso o projeto seja votado da forma como está. Ela ponderou para que o acesso às galerias seja autorizado, mas também não obteve sucesso.

No meio da polêmica, Moroni Torgan e Lincoln Portela iniciaram uma discussão com a deputada Maria do Rosário Nunes (PT-RS), e mesa cortou o som dos microfones dos três parlamentares. Maria do Rosário chamou a atenção para a importância do “livre direito dos brasileiros se manifestarem” e criticou o que chamou de “medidas arbitrárias” por parte da direção da Casa.

Logo em seguida, vários deputados deixaram o plenário e ainda não retornaram. Eduardo Cunha afirmou, ao assumir o trabalho, que aguardará mais um tempo para começar a discutir o PL, até que os parlamentares que estão na Casa resolvam retornar para a sessão.