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Popularidade de Dilma cresce, e 52% aprovam a maneira de governar

CNI-Ibope mostra que pontos positivos do primeiro mandato foram o combate à fome e à pobreza e os investimentos em programas sociais; entre os negativos, destaca-se a pouca atenção à saúde
por Redação RBA publicado 17/12/2014 12h12, última modificação 17/12/2014 12h58
CNI-Ibope mostra que pontos positivos do primeiro mandato foram o combate à fome e à pobreza e os investimentos em programas sociais; entre os negativos, destaca-se a pouca atenção à saúde
Roberto Stuckert Filho/PR
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Dilma: 51% disseram que confiam na presidenta, seis pontos percentuais acima dos 45% registrados em setembro

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff encerra o primeiro mandato com 52% de aprovação. O número de pessoas que aprova a maneira de governar da presidente subiu quatro pontos percentuais e passou de 48%, em setembro, para 52% neste mês, enquanto o percentual dos que desaprovam baixou de 46% para 41%.

No mesmo período, o número dos que consideram o governo ótimo ou bom cresceu pouco, de 38% para 40%, e dos que acham o governo ruim ou péssimo baixou de 28% para 27%. As informações são da pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre os entrevistados, 51% disseram que confiam na presidente, seis pontos percentuais superior aos 45% registrados em setembro. A confiança em Dilma Rousseff aumentou principalmente entre as pessoas que moram na periferia, onde alcançou 56%. Nas capitais, mesmo com o crescimento de oito pontos percentuais frente a setembro, o número dos que confiam na presidente, que é de 45%, é inferior aos 48% que não confiam.

A pesquisa revela ainda que a avaliação positiva do governo melhorou sobretudo na região Sudeste, onde o número dos que consideram o governo ótimo ou bom cresceu oito pontos percentuais entre setembro e dezembro. A aprovação da maneira de governar da presidente recuou 13 pontos percentuais nos municípios com até 20 mil habitantes e ficou em 56%. Nas cidades com mais de cem mil habitantes, esse número aumentou 8 pontos percentuais e alcançou 45%.

Áreas de atuação

Conforme a pesquisa, as áreas de atuação do governo com as piores avaliações são: impostos, saúde, segurança pública, combate à inflação e juros. Entre os entrevistados, 71% desaprovam a ação do governo na área de saúde, o mesmo percentual dos que reprovam o trabalho na área de segurança pública. Entre os entrevistados, 69% desaprovam a atuação no combate à inflação.

"Com relação a setembro, o percentual da população que aprova as ações relativas a impostos aumentou de 20% para 24%, mas esta continua sendo a área com menor percentual de aprovação", diz a pesquisa. Entre os entrevistados, 72% reprovam a atuação do governo com os impostos.

Pontos positivos e negativos

Nesta edição da pesquisa, os entrevistados também elegeram os pontos positivos e negativos do primeiro mandato de Dilma Rousseff. "O combate à fome e à pobreza é considerado, espontaneamente, o principal aspecto positivo do primeiro mandato, citado como um dos três principais por 24% da população", afirma o levantamento. Em segundo lugar, com 17%, aparecem os investimentos em programas sociais. Depois, com 15%, a população elegeu o investimento na área de educação.

Entre os aspectos negativos, destaca-se o item poucos investimentos na área da saúde, citado, espontaneamente, por 30% dos entrevistados. Em seguida, com 26%, aparece o não combate à corrupção, e, com 21%, o baixo investimento em segurança pública.

A pesquisa CNI-Ibope foi feita dos dias 5 a 8, com 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.