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É ela

Marina Silva autoriza consulta ao PSB sobre candidatura à presidência

Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire, homem alinhado nos últimos anos ao PSDB, disse que partido foi primeiro coligado a aconselhar que Marina substituísse Eduardo Campos
por Iolando Lourenço, da Agência Brasil publicado 16/08/2014 13h16, última modificação 17/08/2014 18h55
Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire, homem alinhado nos últimos anos ao PSDB, disse que partido foi primeiro coligado a aconselhar que Marina substituísse Eduardo Campos
Vaner Casaes/Folhapress
marina silva

Coligação Unidos pelo Brasil tem até dia 23 para informar à Justiça Eleitoral o nome de seu novo candidato

Brasília – A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à Vice-Presidência da República Marina Silva aceitou que seja feita uma consulta ao PSB sobre a possibilidade dela ser a cabeça de chapa da coligação Unidos para o Brasil, em substituição ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que morreu quarta-feira (13), num acidente aéreo em Santos, no litoral de São Paulo. Na sexta-feira (15), o presidente do PSB, Roberto Amaral, foi à casa de Marina para pedir a autorização.

Segundo o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), a ex-ministra aceitou que seja feita a consulta para saber se o partido concorda com a candidatura à Presidência da República. Albuquerque confirmou que Marina aceitaria, caso o partido feche posição, disputar pela coligação formada pelo PSB, PPS, PPL, PRP, PHS, além da Rede Sustentabilidade, que ainda não tem registro.

O deputado, que está em São Paulo acompanhando os trabalhos de identificação das vítimas do acidente aéreo de quarta-feira, informou que foi à casa de Marina Silva na noite de quinta-feira (14), para lhe dar um abraço e conversar sobre a necessidade de uma releitura da campanha de Campos e de ela adotar também o discurso que vinha sendo feito pelo ex-governador. Para Albuquerque, não haverá dificuldade de que os partidos da coligação aceitem a ex-ministra como cabeça de chapa.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), homem alinhado, nos últimos anos, ao PSDB de Aécio Neves, disse à Agência Brasil que o partido foi o primeiro da coligação a aconselhar que Marina fosse a substituta de Campos na corrida eleitoral. “Marina Silva vai unir os partidos da coligação", disse o parlamentar.

Para ele, está havendo consenso em torno do nome dela para a disputa. Quanto a um nome para ser o companheiro de chapa de Marina, caso seja confirmada a indicação, Freire acredita que “o PSB reivindique o cargo”. O mais importante agora “é consolidar a candidatura de Marina Silva à presidência”, destacou.

A decisão final sobre quem substituirá Eduardo Campos na disputa deverá ser tomada em Brasília, durante reunião do Diretório Nacional do PSB com deputados e senadores do partido e líderes da legenda.

Consulta iniciada

O PSB anunciou neste domingo (17) o início do processo de consulta para nomear um novo candidato à presidência.  "Sepultado nosso líder, o PSB abre o processo de consultas visando a construção de alternativa política consensual a ser adotada pela sua executiva nacional, instância partidária adequada para decisões dessa magnitude", disse o presidente do partido, Roberto Amaral, em comunicado.

Conforme informou, as primeiras pessoas consultadas serão a viúva de Campos, Renata Campos; Marina Silva, candidata a vice-presidência, e os demais partidos que integram a coalizão.

"Eduardo Campos nos legou o dever de tornar realidade sua luta, que é a de todos nós: construir um Brasil próspero e justo - a bandeira do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Sua tragédia aumenta nossos compromissos com a defesa do crescimento e da Justiça social. Seu exemplo de luta e vida é nosso compromisso com a nação, que procurava o sopro renovador", afirma a nota.

A previsão é de que o partido anuncie o nome do novo candidato à presidência e vice-presidência no meio desta semana, embora a data ainda não tenha sido oficialmente definida.

A coligação Unidos para o Brasil tem até o dia 23 deste mês para informar à Justiça Eleitoral o nome do novo candidato à Presidência da República.