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investigação

Presidentes de concessionárias depõem nesta segunda na CPI dos Pedágios de SP

Comissão investiga se os valores das tarifas cobrados pelas concessionárias nas rodovias paulistas seguem os critérios definidos nos editais de licitação e contratos firmados
por Redação da RBA publicado 27/07/2014 22h57, última modificação 27/07/2014 23h02
Comissão investiga se os valores das tarifas cobrados pelas concessionárias nas rodovias paulistas seguem os critérios definidos nos editais de licitação e contratos firmados

São Paulo – Os diretores-presidentes das concessionárias Ecovias, Autoban, Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte vão prestar depoimentos na CPI dos Pedágios da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta segunda-feira (28), às 15h. A comissão investiga se os valores das tarifas cobrados pelas concessionárias nas rodovias paulistas seguem os critérios definidos nos editais de licitação e contratos firmados.

No último dia 21, a CPI realizou a 11ª reunião, após dois meses e meio de trabalhos, sem avançar na elucidação da principal questão colocada na pauta desde o início dos trabalhos pelos deputados de oposição: obter esclarecimentos sobre a prorrogação dos contratos assinada em dezembro de 2006, no fim do mandato do vice-governador em exercício, Cláudio Lembo (ex-DEM), que teria proporcionado lucro indevido de R$ 2 bilhões a 12 concessionárias de rodovias no estado de São Paulo, segundo auditoria contratada pela Agência de Transporte de São Paulo (Artesp).

Na segunda-feira passada, a CPI quis saber dos representantes das rodovias o que tinham a dizer sobre os aditamentos. Estiveram presentes Roberto de Barros Calixto, diretor-presidente da Renovias; Márcio Zuquim Nunes, diretor-presidente da SPVias; Antonio Carlos Chinelato, diretor-presidente da concessionária Teb; e Eduardo Siqueira Moraes Camargo, diretor-presidente da CCR. Todos se defenderam de explicar os questionamentos dos deputados petistas Bittencourt e Antonio Mentor, sobre o tema, alegando que as principais questões estão sob segredo de Justiça.

Mentor e Bittencourt vão insistir amanhã em buscar informações junto aos presidentes das concessionárias sobre o ‘desequilíbrio econômico e financeiro’ que levou o Estado a fazer a prorrogação dos contratos, causando danos ao erário público e à população.

Nesta segunda-feira, além dos representantes das concessionárias, a CPI deverá ouvir também Dario Rais Lopes, ex-secretário dos Transportes de São Paulo, e Ulysses Carraro, ex-diretor-geral da Artesp.