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Operação Ararath

Governador do MT é investigado em operação que apura lavagem de dinheiro

Casa de Silval Barbosa (PMDB) foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. Pistola foi encontrada e governador foi preso e liberado mediante fiança
por Redação RBA publicado 20/05/2014 18h02
Casa de Silval Barbosa (PMDB) foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. Pistola foi encontrada e governador foi preso e liberado mediante fiança
Josi Pettengill/Secom-MT
Silval Barbosa_Josi Pettengill_Secom_MT.jpg

Governador diz não saber razão da investigação. Depitados e o conselheiro Tribunal de Contas também foram alvo da ação

São Paulo – O governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), foi preso e liberado hoje (20), após pagamento de fiança em Cuiabá, capital do estado. A detenção foi motivada pela localização de uma pistola .380 com registro vencido dentro da casa do político, alvo de mandados de busca e apreensão em função das investigações da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal para apurar crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

Por volta das 17h, segundo o secretário de Comunicação de Mato Grosso, Marcos Lemos, o governador acertava os últimos detalhes antes de deixar a sede da Polícia Federal, no centro de Cuiabá.

Lemos afirma que o governador quer mais informações para poder colaborar com a polícia, já que não sabe por que está sendo investigado. Toda a apuração corre em segredo de justiça.

Segundo informações da Agência Brasil, o deputado estadual José Riva (PSD) também foi preso em casa.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Assembleia Legislativa e na prefeitura de Cuiabá. Além disso, foram apreendidos documentos no gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas do estado Sérgio Ricardo Almeida, ex-deputado estadual.

O empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, também investigado, informou que está colaborando com as investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso.

Segundo a Agência Brasil, em nota divulgada por seus advogados, Gércio Júnior diz ter firmado um termo de colaboração com a PF e com o Ministério Público Federal. E que, pelo acordo, está impedido de fornecer qualquer outro detalhe sobre a Operação Ararath.

A manifestação de Júnior reforça as notícias de que uma ação deflagrada pela PF esta manhã em Cuiabá é a quinta fase da Operação Ararath – informação que nem a PF, nem o MPF confirmam.

Em novembro de 2013, quando concluiu a primeira etapa da operação, a PF informou que, desde o começo de 2011, vinha investigando empresas de factoring (fomento mercantil) e de outros segmentos, como uma rede de postos de combustíveis de Cuiabá.

Por meio de operações de empréstimo fraudulentas, as empresas lavavam dinheiro e fraudavam o sistema financeiro, movimentando mais de R$ 500 milhões de reais em seis anos. Ainda de acordo com a PF, base do esquema era uma empresa de Várzea Grande (MT) que, oficialmente, encerrou suas atividades em 2012.