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Joaquim Barbosa decide prolongar a tortura de José Genoino

Mesmo com laudo do IML atestando o grave estado de saúde do petista, emitido ontem (20), presidente do STF ainda não havia se manifestado sofre sua transferência até as 10h30 de hoje
por Redação RBA publicado 20/11/2013 20h41, última modificação 21/11/2013 10h41
Mesmo com laudo do IML atestando o grave estado de saúde do petista, emitido ontem (20), presidente do STF ainda não havia se manifestado sofre sua transferência até as 10h30 de hoje
©pedro ladeira/folhapress
vicentinho papuda

Deputado Vicentinho e outros parlamentares na vigília montada por petistas em frente ao presídio

São Paulo – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu prolongar a tortura a que vem submetendo o deputado federal licenciado José Genoino (PT-SP) desde sexta-feira passada (15), quando decretou sua prisão e a de outros condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Genoino foi condenado a regime semiaberto, mas a decisão de Barbosa o colocou em regime fechado, no presídio da Papuda, em Brasília. Além disso, o petista enfrenta um grave problema de saúde e deveria estar em prisão domiciliar, aos cuidados da família e dos médicos. Genoino sofreu uma dissecação da artéria aorta, em junho, passou por uma cirurgia de altíssimo risco e vive hoje à base de medicamentos e dietas especiais.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal comprovou ontem (20) a gravidade de seu quadro e atestou que ele deve deixar a prisão. No intervalo da sessão de ontem do STF, o advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco, abordou Barbosa com o laudo na mão, mas este não deu atenção, limitando-se a responder: “Vou decidir logo”.

Até as 10h30 de hoje (21), porém, Barbosa ainda não havia se manifestado sobre a soltura do parlamentar. Do mesmo modo, durante a sessão de ontem da corte, nenhum dos demais ministros tocou no assunto. Esperava-se que Barbosa fosse questionado sobre a ilegalidade da prisão de Genoino e outros – entre eles o ex-ministro José Dirceu, também condenado ao semiaberto e mantido no fechado.

A conclusão do laudo, assinado pelos médicos José Raimundo Levino da Silva e Marise Helena Frigini da Silva, diz: "Trata-se de paciente com doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos medicamentosos e gerais, controle periódico por exames de sangue, dieta hipossódica, hipograxa e adequada aos medicamento utilizados, bem como avaliação médica cardiológica especializada regular".

Na noite de ontem para hoje, segundo informações de pessoas próximas, Genoino teria voltado a expelir sangue pela boca na cela.

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