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'Investigação sobre corrupção no Metrô pede pressão popular', diz deputado

Ricardo Berzoini, deputado federal (PT-SP), defende que toda a sociedade se mobilize pela investigação na Assembleia Legislativa das suspeitas de corrupção envolvendo o PSDB
por Redação da RBA publicado 12/08/2013 14h08, última modificação 12/08/2013 14h09
Ricardo Berzoini, deputado federal (PT-SP), defende que toda a sociedade se mobilize pela investigação na Assembleia Legislativa das suspeitas de corrupção envolvendo o PSDB
CC/CBN
Metrô lotado

Para Ricardo Berzoini (PT), os indícios do envolvimento de José Serra (PSDB) com o caso são grandes

São Paulo – O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) disse hoje (12) que os movimentos sociais, centrais sindicais e a sociedade civil como um todo devem se mobilizar para pressionar a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) a instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas de corrupção e formação de cartel nas licitações de compras dos materiais de construção do Metrô e da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM).

“Não importa o tamanho do esquema. Se envolve dinheiro público deve haver indignação. O que foi revelado até agora demonstra um esquema que passa por vários governos, mostrando que havia, inclusive, negociação internacional. Isso precisa ser esclarecido e, quanto mais investigação, melhor. Não há razão para alguém ser contra uma CPI para aprofundar as investigações policiais”, afirmou o deputado à Rádio Brasil Atual.

O PT quer a investigação da responsabilidade ou omissão de agentes públicos e políticos do PSDB relacionados às denúncias de formação de cartel entre empresas para obras e manutenção de equipamentos do Metrô e da CPTM. O cartel seria formado pelas empresas Alstom, Bombardier, CAF, Siemens, TTrans e Mitsui, envolvendo superfaturamento nos preços, pagamento de propinas e fraudes em licitações e contratos desde 1997, período de hegemonia do PSDB no Palácio dos Bandeirantes.

A instalação da CPI tem duas barreiras difíceis de serem transportas. A regimental, que depende do Colégio de Líderes para ser superada, e a política. Com 26 assinaturas já coletadas, o PT teria de conseguir o apoio de mais seis deputados entre os 68 que o governador Geraldo Alckmin tem a seu favor. A aposta é que as assinaturas que faltariam para viabilizar a CPI sejam de deputados que se sintam constrangidos em não apoiar uma iniciativa cuja demanda tem a ver com as recentes manifestações de rua por transparência e contra a corrupção, um risco alto em ano pré-eleitoral.

Reportagem publicada na quinta-feira passada (8) na Folha de S.Paulo afirma que, em e-mail enviado a superiores em 2008, um executivo da Siemens diz que José Serra, então governador do estado, sugeriu que a empresa entrasse em acordo com uma concorrente para evitar que uma possível disputa judicial de ambas pelo contrato provocasse atraso na entrega de trens da CPTM.

Para Berzoini, os indícios do envolvimento de Serra com o caso são grandes. “Acho que os e-mails são um elemento de indício muito forte. Evidentemente, não é de se imaginar que o diretor de uma empresa vá citar o nome do governador sem que haja qualquer fato vinculado a essa citação.”

Ouça aqui a reportagem completa de Marilu Cabañas.