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Disputa

Alckmin ironiza presença de Dilma em SP: 'Vamos arrumar um apartamento para ela'

Presidenta intensifica agenda no estado e provoca reação do governador durante evento em Itapira, onde também estava o ministro Alexandre Padilha, potencial adversário do tucano em 2014
por Cida de Oliveira publicado 13/08/2013 18h08, última modificação 14/08/2013 10h48
Presidenta intensifica agenda no estado e provoca reação do governador durante evento em Itapira, onde também estava o ministro Alexandre Padilha, potencial adversário do tucano em 2014
©luciano claudino/frame/folhapress
dilma e alckmin itapira

Governador e presidenta se cumprimentam em Itapira, durante inauguração de complexo farmacêutico

São Paulo – A presença recorrente da presidenta Dilma Rousseff em São Paulo, para anunciar investimentos e inaugurar obras, levou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a tratá-la com ironia em evento realizado hoje (13) em Itapira, no interior do estado.

"Estamos pensando em arrumar um apartamento para ela em São Paulo, onde é muito querida", disse Alckmin durante inauguração de um laboratório farmacêutico naquela cidade, ao lado da própria Dilma e do ministro da Saúde Alexandre Padilha, potencial adversário do tucano na disputa pelo governo do estado em 2014.

A ironia foi acompanhada de um sorrido para a presidenta, que retribuiu, mas, quando chegou sua vez de falar, não tocou no assunto nem fez qualquer gracejo com o governador.

Essa é a terceira visita de Dilma a São Paulo em menos de 15 dias - as duas últimas, num intervalo de apenas 24 horas. Ela e Alckmin já haviam se encontrado na segunda-feira (12) em Ribeirão Preto, na inauguração de um alcoolduto.

Antes, em 31 de julho, ela esteve na capital paulista para anunciar R$ 8 bilhões em investimentos federais em mobilidade urbana e habitação na cidade. Nessa ocasião, ao lado do prefeito Fernando Haddad (PT), mas sem a presença de Alckmin, criticou o governo do estado pelos baixos investimentos na malha do Metrô – e este reagiu, pela imprensa, cobrando financiamentos federais.

Nos últimos dois dias, porém, os atritos foram substituídos por ironias e afagos.