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Para os que precisam

Dilma: 'Governo não abrirá mão do Minha Casa, Minha Vida'

Presidenta afirma que governos anteriores ignoravam políticas de habitação social por achar que 'povo tinha de se virar' e ressalta que mantém os olhos voltados para os mais pobres
por Júlia Rabahie, da RBA publicado 16/07/2013 14h50, última modificação 16/07/2013 14h56
Presidenta afirma que governos anteriores ignoravam políticas de habitação social por achar que 'povo tinha de se virar' e ressalta que mantém os olhos voltados para os mais pobres
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma

Dilma Rousseff voltou a defender a destinação dos recursos dos royalties do petróleo à educação e à saúde

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (16) que o governo federal não abrirá mão do programa Minha Casa, Minha Vida, e que, diferentemente dos governos anteriores, seu mandato está voltado com mais intensidade para as pessoas que “mais precisam”. “Por mais de 30 anos não se investiu no Brasil em habitação popular, porque a conta não fechava. Queriam que as pessoas fossem no mercado e comprassem uma casa que custa entre R$ 40 e R$ 50 mil ganhando um ou dois salários mínimos. Nosso governo fez o que tem de fazer, o dinheiro arrecadado tem de ser devolvido para a população que mais precisa, que é justamente a que está no Minha Casa, Minha Vida.”

A afirmação foi feita durante a cerimônia de entrega de 1.438 unidades habitacionais do programa na cidade de Ponta Grossa (PR). Foram entregues também 42 retroescavadeiras a 42 municípios. Dilma ressaltou que durante anos a população mais carente foi obrigada a morar em habitações precárias, de acordo com ela, por omissão do Estado.

“Durante anos a fio no Brasil se achou que o povo tinha de se virar, o governo ficava quieto e o povo que se virasse, e sabemos o que aconteceu, as pessoas foram empurradas para morarem em habitações precárias, pagar aluguel. O governo federal não vai abrir mão do Minha Casa, Minha Vida. Este programa tem um foco, e o foco são as pessoas que mais precisam, é isso o que o governo faz. Sou presidenta de todos, mas tenho o olho voltado de forma muito intensa para aqueles que mais precisam.”

Dilma voltou a defender a destinação dos recursos dos royalties do petróleo à educação e à saúde. Para ela, estas são duas áreas que tiveram melhoras no país nos últimos dez anos, mas são áreas que demandam custos altos com manutenção e e profissionais. “Temos de assegurar creche para crianças que mais precisam, quanto mais e melhores creches, mais atacamos uma coisa muito importante, a raiz da desigualdade, e damos oportunidades iguais para cada brasileirinho. Para isso é preciso recurso, dinheiro para pagar professor de forma adequada por sso defendemos uso de royalties do petróleo para a educação.”

Municípios

A presidenta também afirmou que, apesar de o transporte público não ser competência do governo federal, fará esforços para ajudar os municípios neste sentido. “Somos capazes e iremos ajudar cada prefeito de capital a melhorar o sistema de transporte para evitar que pessoas passem mais tempo no ônibus que no trabalho e no lazer.”

O compromisso de liberar R$ 3 bilhões para que municípios invistam em saúde e educação, anunciado na semana passada, também foi reforçado por Dilma. Segundo ela, em agosto os municípios receberão a primeira parcela, de R$ 1,5 bilhão. Em abril de 2014 a segunda parcela do valor será recebida pelas prefeituras. O benefício do Minha Casa Melhor também foi ressaltado pela presidenta, que entregou os cartões, juntamente com as chaves das moradias, aos beneficiários de Ponta Grossa.

“Entregamos o cartão do Minha Casa Melhor porque esse programa beneficia tanto as famílias, o que significa um maior processo de independência, e beneficia trabalhadores com empregos ampliados, para produzir geladeiras, fogão, na construção civil e nas vendas”, afirmou.

O programa Minha Casa Melhor é uma linha especial voltada a beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida, e permite às famílias financiar até R$ 5 mil, com taxa de juros de 5% ao ano e prazo de até 48 meses para pagar. Haverá desconto de 5% na nota fiscal sobre os preços à vista e as prestações poderão ser pagas por meio de boleto bancário ou débito em conta.