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Governo rebate 'falsas especulações' contra a Caixa, após boato sobre o Bolsa Família

Nota da Presidência da República nega mudança no comando do banco
por Redação RBA publicado 29/05/2013 13h53
Nota da Presidência da República nega mudança no comando do banco
fabio rodrigues pozzebom/abr
jorge hereda dilma

Jorge Hereda, presidente da Caixa Econômica Federal

Brasília - A Presidência da República informou hoje (29) que são falsas as especulações de mudanças na direção da Caixa Econômica Federal, repercutidas por veículos da chamada grande imprensa. Desde segunda-feira (27), alguns jornais tentam responsabilizar o banco pelos tumultos ocorridos no último dia 18, um sábado, quando um boato sobre a suspensão do programa Bolsa Família provocou correria a agências de 12 estados, principalmente no Rio de Janeiro e em capitais do Nordeste.

“São falsas as especulações de mudanças na direção da Caixa Econômica Federal. A diretoria é formada por técnicos íntegros e comprometidos com as diretrizes da Caixa, com seus clientes e com os beneficiários de programas tão importantes para o Brasil como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida”, informa a nota da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

A Polícia Federal abriu inquérito pata investigar a origem dos boatos. Existe a suspeita de ação organizada e criminosa contra o programa. Ontem (28), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou que a PF trabalha com a hipótese de que uma central de telemarketing, do Rio, tenha sido usada no esquema. Ele ressaltou, porém, que existem outras linhas de investigação.

Antecipação

Os ataques à Caixa e sua diretoria ocorrem porque a insttituição deu duas explicações sobre a liberação de pagamento de benefícios durante a correria às agências. No começo, o banco informou que o dinheito fora liberado justamente para evitar tumultos. Depois, afirmou que parte do dinheiro já estava liberado um dia antes dos boatos ganharem força, ou seja, na sexta-feira, 17.

Ontem (27), em entrevista coletiva, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, argumentou que a informação equivocada ocorreu em uma situação de crise. “A Caixa não mentiu. Tivemos uma informação equivocada com relação à data em que se abriu o sistema. Foi uma informação imprecisa da Caixa, mas essa imprecisão só se justifica pelo momento que estávamos vivendo”, disse.

Ele explicou que a instituição alterou alguns pagamentos para o dia 17 por causa da atualização do sistema de cadastro de informações sociais do governo federal, que fornece um número personalizado para cada cidadão inscrito em qualquer programa social da União. Em atualização desde março, o novo sistema substituiu o cadastro anterior, em vigor desde julho de 2000.

De acordo com o presidente da Caixa, o banco identificou 692 mil beneficiários com mais de um número no novo cadastro. Para impedir que essas famílias ficassem sem receber o Bolsa Família, por causa dos dois números de inscrição, a Caixa decidiu liberar o saque antecipado, sem informar aos beneficiários.

“O cartão é associado a um número de NIS (Número de Identificação Social). Como os números adicionais foram cancelados, isso poderia criar um transtorno para as famílias que teriam o dia de pagamento alterado. Então decidimos liberar o calendário”, explicou Hereda.

Ele ressaltou ainda que a decisão foi técnica e operacional, sem envolver o Conselho Diretor da Caixa. Segundo o presidente, o banco não pôde avisar as famílias com antecedência porque só soube do problema no dia em que rodou a folha de pagamentos.

Com informações da Agência Brasil.