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Para Haddad, Serra 'subestima' eleitor com críticas a Bilhete Único Mensal

Candidato, que subiu de 8% para 14% na pesquisa do Datafolha, afirmou não estar preocupado com o adversário que enfrentará no segundo turno, onde acreditará que chegará
por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual publicado , última modificação 29/08/2012 20h28
Candidato, que subiu de 8% para 14% na pesquisa do Datafolha, afirmou não estar preocupado com o adversário que enfrentará no segundo turno, onde acreditará que chegará

Após almoço com mulheres de várias áreas, Fernando Haddad afirmou ter se comprometido com elas a criar uma secretaria para as mulheres da cidade (Paulo Pinto/Divulgação)

São Paulo – O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, concedeu uma coletiva na tarde de hoje (29), na região central da cidade. Na entrevista, ele comentou a polêmica sobre o Bilhete Único mensal, proposto por sua campanha, e chamado por José Serra (PSDB) de “bilhete mensaleiro”.  “Não posso dizer que é desinformação, porque os tucanos são os primeiros a se orgulhar de conhecer o exterior. Se eles estão falando isso, não posso considerar que é por ignorância, porque eles vivem se regozijando de conhecer as cidades do mundo, e em qualquer lugar do mundo o bilhete de três horas convive com o bilhete semanal e o mensal. É uma forma de subestimar a capacidade do eleitor de compreender”, disse.

Haddad garantiu que, em suas passagens pelos bairros paulistanos, as pessoas estão entendendo a proposta do bilhete, e ironizou: “Será que a campanha do Serra não é capaz de compreender uma ideia que funciona em toda grande cidade do mundo?”

O petista informou que sua campanha apurou que a população não está entendendo a contradição do posicionamento de Serra, defendendo a taxa da Controlar, da inspeção veicular, e contra o bilhete único mensal. “Ele jogar na desinformação para tentar se recuperar não vai ser bom. O que queremos é que ele se comprometa, como nós estamos nos comprometendo, a acabar com essa taxa que foi criada, absurda, ridícula, e adotar os procedimentos modernos de gestão pública do sistema de transporte.”  Para Haddad, ao defender a taxa da Controlar, Serra “está pedindo para não ir para o segundo turno”.

O candidato, que subiu de 8% para 14% na pesquisa do Datafolha, afirmou não estar preocupado com o adversário que enfrentará no segundo turno, no qual mostra confiança de que estará. “Estamos com um crescimento sustentável e, seja quem for nosso adversário no segundo turno, vamos apresentar um bom projeto para a cidade.”

Sobre as críticas do prefeito Gilberto Kassab à sua campanha, Haddad atribui à “situação dele nas pesquisas, que é muito difícil”. Para o petista, “chegar ao final do mandato com essa avaliação deve ser muito penoso. Eu deixei um governo com 80% de aprovação. Imagine sair do governo com 80% de reprovação”. 

Perguntado sobre se sua subida nas pesquisas pode provocar mais ataques e baixar o “nível” da campanha de Serra, o ex-ministro da Educação declarou que “não é surpresa o que está acontecendo”, e acrescentou: “Estou preparado para enfrentar esse tipo de situação, que não desejo e não gostaria, porque entendo que o paulistano está atrás de solução para os seus problemas. Se nós todos nos pautássemos por apresentar plano de governo, enriqueceríamos o debate político na cidade”. 

Candidato quer criar Secretaria das Mulheres

Após almoço com mulheres de várias áreas, Fernando Haddad afirmou ter se comprometido com elas a criar uma secretaria para as mulheres da cidade, “para enfrentar vários desafios”. Entre eles, o candidato cita a violência contra a mulher e o bairro de Cidade Ademar, onde o problema é “muito agudo”. 
A secretaria das mulheres teria uma atuação junto às demais pastas no sentido de estabelecer politicas próprias para as mulheres de São Paulo. Ele menciona os esportes, por exemplo. “Os centros desportivos têm uma utilização intensivamente masculina e nem sempre há equipamento próprio para as mulheres”. Ao falar da educação, disse que é preciso melhorar o serviço oferecido pelas creches e que as crianças tenham educação em tempo integral. “E na questão do transporte, também. Temos de voltar a investir muito em transporte público. Hoje há oito usuários por metro quadrado. Se para o homem já é impróprio, imagine para uma mulher, uma senhora idosa, ter de conviver com essa situação.”

 

Campanha aciona Ministério Público por quebra de sigilo médico

Haddad quer uma investigação do Ministério Público de São Paulo pela quebra do sigilo médico de um paciente: para contestar uma denúncia do programa televisivo de Fernando Haddad, a prefeitura paulistana divulgou dados do prontuário de um paciente que não consegue realizar um procedimento de cirurgia ocular na rede municipal de saúde. A gestão de Gilberto Kassab nega. A quebra de sigilo médico é ilegal. 
Na coletiva desta quarta, o candidato do presidente Lula à prefeitura paulistana comentou o tema: “Não posso concordar que um cidadão humilde seja massacrado pela segunda vez.  É um absurdo. É uma pessoa que está há mais de um ano sem trabalhar, por um problema de fácil solução, um problema trazido à luz [pela campanha petista] para que as pessoas conheçam o drama que milhares de paulistanos vivem”.
“[Kassab] quer fazer um embate comigo? Não tem problema. Estou aqui para debater os problemas da cidade. Mas você prejudicar um cidadão comum, humilde, desnecessariamente, fazer dele bucha de canhão pra atacar seu adversário? Isso não tem cabimento. Segundo o Conselho de Medicina, configura quebra de sigilo”, disse.

 

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