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CPMI do Cachoeira retoma trabalhos no mesmo tom: depoentes ficam calados

por Redação da RBA publicado 07/08/2012 13h27, última modificação 07/08/2012 18h00

Andressa Mendonça, esposa de Cachoeira, investigada por lavagem de dinheiro e corrupção ativa, novamente ficou calada (Foto: Geraldo Magela/Ag. Senado)

São Paulo – A retomada dos trabalhos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira manteve a tônica das sessões do primeiro semestre: depoentes calados. A primeira a ser dispensada hoje (7) foi a mulher do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que logo no início informou que iria exercer o direito constitucional de permanecer em silência.

Andressa Mendonça é investigada pela possibilidade de ter funcionado como “laranja” da quadrilha de exploração de jogos ilegais. Além disso, no último mês ela foi presa sob acusação de tentar chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, de Goiânia, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, ponto de partida dos trabalhos da comissão. Em outra frente, o Ministério Público Federal a investiga por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), propôs que Andressa colaborasse com a comissão prestando depoimento em reunião fechada, mas ela repetiu que permaneceria em silêncio. Outro que não abriu a boca durante o depoimento foi o agente aposentado da Polícia Federal Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de fazer interceptação ilegal de e-mails para o contraventor. Neto afirmou que não tem nada que possa contribuir para as investigações.

Novos depoimentos

O presidente do colegiado prometeu colocar em votação os requerimentos para a convocação do jornalista Policarpo Júnior, diretor de redação da sucursal da revista Veja em Brasília, e o dono do Grupo Abril, Roberto Civita, responsável pela publicação da semanal. Policarpo foi flagrado em mais de duzentas chamadas telefônicas com integrantes do grupo de Cachoeira trocando informações. 

O pedido para os depoimentos é do senador Fernando Collor (PTB-AL), que voltou a cobrar a presença do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O parlamentar acusa Gurgel de ter chantageado durante dois anos o então senador Demóstenes Torres (GO), um dos principais acusados de envolvimento no esquema do contraventor Carlos Cachoeira, cassado pelo Senado. Segundo ele, Gurgel “segurou” o inquérito da Operação Vegas para poder influenciar Demóstenes.

Com informações da Agência Câmara e da Agência Senado.