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CPI quebra sigilo de governadores e convoca esposa de Cachoeira

Comissão adia depoimento de Fernando Cavendish, ex-presidente da empreiteira Delta. Processo contra Agnelo Queiroz e Marconi Perillo que corre no STJ muda de relator
Publicado por Redação da RBA
17:28
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São Paulo – A comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investiga as ligações do bicheiro goiano Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários do país encerrou o dia de hoje (14) com uma série de novidades.

Os senadores e deputados membros da comissão decidiram pedir a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de dois governadores acusados de receber propina do contraventor: Agnelo Queiroz (PT-DF) e Marconi Perillo (PSDB-GO). Ambos depuseram à CPI nesta semana e negaram qualquer vínculo com Cachoeira.

Também hoje, a comissão decidiu convocar a esposa do bicheiro, Andressa Mendonça, e o jornalista Carlos Bordoni, que coordenou as campanhas eleitorais radiofônicas do governador de Goiás. Bordoni teria recebido R$ 40 mil como pagamento por serviços prestados a Marconi Perillo. O dinheiro teria vindo de uma empresa apontada pela Polícia Federal como integrante da organização criminosa comandada por Cachoeira.

Foi aprovado ainda o adiamento da convocação do ex-presidente da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot. A proposta foi do relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG). Ele argumentou que precisa de tempo para analisar os documentos em poder da CPI. “Isso não afasta a possibilidade de ouvirmos os dois, mas não neste momento”, disse.

Novo relator

Os inquéritos abertos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar denúncias de envolvimento dos governadores de Goiás e do Distrito Federal com Carlinhos Cachoeira terão novo relator. A ministra Laurita Vaz, sorteada para analisar os dois processos, se declarou impedida, pois mantém relacionamento social com pessoas ligadas ao empresário goiano, que está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Os inquéritos foram encaminhados ontem (13) pela Procuradoria-Geral da República para investigar se os governadores têm ligação com um suposto esquema criminoso de exploração de jogos ilegais e tráfico de influência chefiado por Cachoeira. Os inquéritos são desdobramentos da Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro, pela Polícia Federal, que investigou a atuação do grupo de Cachoeira na Região Centro-Oeste.

Com Agência Brasil e Agência Câmara