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Discurso de Dilma mostra "PT em paz consigo mesmo"

por Daniel Merli, especial para a Rede Brasil Atual publicado , última modificação 05/09/2011 12h55

Dilma Rousseff voltou a pedir calma no denuncismo em torno de irregularidades nos ministérios e afirmou que a oposição sofre de falta de projeto (Foto: José Cruz. Agência Brasil)

Brasília - A longa fala, de cerca de 40 minutos, da presidenta Dilma Rousseff agradou aos militantes presentes ao 4ª Congresso do PT. Precedida de uma intervenção de menos de dez minutos de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva - que alegou ter outro compromisso -, Dilma se dedicou a dizer que não há contradições entre os dois governos. "Na medida em que participei do governo do presidente Lula em um cargo de destaque, como é que eu posso estar em conflito comigo mesma?". A presidenta criticou o "esquecimento" das ações anti-corrupção do governo anterior. 

"O discurso mostrou unidade entre PT, presidente Lula e presidenta Dilma, atuando em conjunto por um projeto de mudança do país", defendeu o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP). "O PT está em paz consigo mesmo".

A aprovação do texto sobre conjuntura política que reforça a relação do partido com os movimentos sociais foi vista como sinalização de um ajuste que já vem ocorrendo na prática, segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Ele chegou a dar declarações, no primeiro semestre, criticando a falta de diálogo do governo federal com as centrais sobre as políticas de desoneração da folha de pagamento dentro do programa Brasil Maior, de incentivo à produção industrial. 

"Na semana seguinte (à entrevista), a presidenta fez uma reunião conosco admitindo que tinha errado ao incluir o tema da desoneração da folha sem discutir com o movimento sindical", afirmou. Segundo Artur Henrique, a presidenta informou, na época, que transmitiu a todos os ministros a decisão de debater com as centrais antes de tomar decisões que tenham relação com o mundo do trabalho. "Não quer dizer que nossas visões serão aceitas, mas pelo menos queremos ser ouvidos", reivindica o presidente da CUT. "Essa nova relação está melhorando".

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