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Vaccarezza diz que mal-estar na base governista por emendas está superado

Cortes feitos pelo governo nas emendas parlamentares e diminuição nas indicações teriam desencadeado a insatisfação
por raoniscan publicado 11/08/2011 17h49, última modificação 11/08/2011 18h14
Cortes feitos pelo governo nas emendas parlamentares e diminuição nas indicações teriam desencadeado a insatisfação

Vaccarezza diz que Dilma "só tem a agradecer à base que tem" (Foto: Beto Oliveira/ Ag. Câmara)

São Paulo – O casamento entre a presidenta Dilma Rousseff e os parlamentares da base aliada no Congresso parece estar passando por turbulência. Após cerca de 150 deputados se negarem a votar qualquer tema na Câmara Federal, nesta quinta-feira (11), o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que o clima de insatisfação já se dissipou, e as votações podem ocorrer normalmente na semana que vem.

Segundo ele, o impasse se deu em decorrência de cortes, feitos pelo governo federal, nos valores das emendas parlamentares. Isso teria despertado a sensação de que o governo não daria o devido valor à Câmara. “A base pode estar relaxada ou pode estar estressada, mas nós temos muita unidade e as pessoas têm noção das suas responsabilidades. A Dilma só tem que agradecer à base que ela tem aqui no Congresso”, disse.

As emendas parlamentares asseguram verba do Orçamento Geral da União para atender a demandas locais. Deputados e senadores enxergam no recurso uma forma de reservar recursos para obras ou reparos nos municípios. Construção de quadras, reformas e compras de equipamento hospitalar para Unidades Básicas de Saúde, recapeamento de ruas e outras intervenções são contempladas com as emendas. Por serem amplamente usadas pelos parlamentares para atender a demandas de seus redutos eleitorais, o contingenciamento provocou insatisfação entre membros da base governista na Câmara.

Vaccarezza ainda comentou o possível descontentamento de alguns deputados ao perder o poder de influência nas indicação de cargos no governo federal. “Não existe cargo técnico para gestão política”, comentou. Ele considera legítimo que as vagas políticas sejam preenchidas por indicações da base.

Com informações da Agência Câmara