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Sem Terra desocupam fazenda em Iaras e marcham para Bauru

Após uma semana de manifestações e negociações, trabalhadores participam de audiência pública para debater grilagem de terras públicas e uso social de áreas da União
por Fabio M Michel, da RBA publicado 26/08/2011 15h17, última modificação 26/08/2011 15h58
Após uma semana de manifestações e negociações, trabalhadores participam de audiência pública para debater grilagem de terras públicas e uso social de áreas da União

São Paulo - Os cerca de 400 trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que no início da semana  haviam ocupado terras atualmente exploradas pela Cutrale, em Iaras (SP), a 325 quilômetros da capital, deixaram a área ao meio-dia desta sexta-feira (26). Eles afirmam que a área é pública, de propriedade da União, e teria sido grilada e revendida à empresa que produz laranja no logal.

A liminar que exigia reitegração de posse à empresa determinava a desocupação na última quarta-feira (24), mas um acordo entre a coordenação da atividade e a força policial local garantiu a permanência dos ativistas por mais dois dias.

Os trabalhadores seguiram em marcha até o centro de Bauru (SP), onde foi agendada uma audiência pública, a partir das 14h, para denunciar a grilagem de terras públicas. Na Câmara de Vereadores, eles discutiram como encaminhar a luta para que sejam ocupadas socialmente.

"Queremos levar para dentro do governo a questão do uso indevido destas áreas por empresas do agronegócio e fazer com elas sejam direcionadas para a reforma agrária", disse Ricardo Barbosa, coordenador do MST, durante a caminhada entre a fazenda ocupada e a câmara – um trajeto de 120 quiômetros.

Além de representantes dos trabalhadores, eram esperados para a audiência pública um representante da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Ligado ao ministério do Desenvolvimento Agrário (Incra), o deputado estadual Simão Pedro (PT-SP), o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o bispo da Diocese de Presidente Prudente e integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Dom José de Aquino, o integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Jorge Soriano Moura e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Conlutas.

Um ato público está programado para logo depois da audiência, em frente à Câmara. 

Em breve mais informações