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Para ministro, revista Veja pratica assassinato de reputação

Wagner Rossi, da Agricultura, emite nota condenando nova reportagem com supostas irregularidades e avisa que vai pedir direito de resposta na Justiça
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 14/08/2011 19h18
Wagner Rossi, da Agricultura, emite nota condenando nova reportagem com supostas irregularidades e avisa que vai pedir direito de resposta na Justiça

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, argumenta que apresentou resposta a todas as perguntas feitas pela revista, mas sua versão foi ignorada (Foto: Wilson Dias. Agência Brasil)

São Paulo – O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, emitiu comunicado neste sábado (13) lamentando o jornalismo praticado pela revista Veja, da editora Abril, e desmentindo as novas acusações publicadas contra si.

“Isso não é jornalismo. É assassinato de reputação. Vou pedir à Justiça o direito de resposta”, afirma o integrante do PMDB na nota. Ele diz haver sido procurado pela publicação nas últimas quinta e sexta-feiras. “Todas as perguntas enviadas a mim na quinta-feira foram respondidas em menos de 24 horas. Nada, porém, foi aproveitado por repórteres e editores.”

É a terceira semana seguida em que a revista investe em denúncias contra Rossi. A primeira foi feita por Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá, que acusou haver um esquema de irregularidades dentro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que resultou na demissão do secretário-executivo do ministério, Milton Ortolan. Esta semana, Rossi esteve no Congresso para explicar a situação da Agricultura, e recebeu o apoio de seus colegas de partido.

Agora, Veja se debruça sobre o patrimônio pessoal de Rossi para assegurar que o ministro tem uma vida repleta de irregularidades. No comunicado, o peemedebista se defende, garantindo que não cometeu desvios nas passagens pela Conab e pela Companhia Docas de São Paulo (Codesp). Ele acredita que fere o bom senso a acusação de que cobrou R$ 2 milhões de propina em um contrato no valor de R$ 2,9 mi. “Pior. É lançada sem qualquer prova ou indício de materialidade”, defende-se, lamentando que a publicação se baseie unicamente na declaração de um funcionário demitido. 

“Essa é mais uma campanha orquestrada com interesses políticos. Não querem apenas desconstruir minha credibilidade ou acabar com minha imagem, mas destruir a aliança política vitoriosa nas urnas em outubro do ano passado”, conclui.