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Dilma chama Amorim para a Defesa

Em menos de cinco minutos, presidenta acolhe pedido de demissão de Nelson Jobim
por Agência Brasil publicado 04/08/2011 22h31, última modificação 05/08/2011 12h20
Em menos de cinco minutos, presidenta acolhe pedido de demissão de Nelson Jobim

Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, assume a Defesa (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)

Brasília – O Palácio do Planalto confirmou a saída do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O ministro, que estava em Tabatinga (AM), na fronteira do Brasil com a Colômbia, teve que antecipar o retorno a Brasília, chamado pela presidenta Dilma Rousseff. A ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, informou que o ex-chanceler do governo Lula, Celso Amorim, vai ser o novo ministro da Defesa. A reunião entre Jobim e Dilma durou menos de cinco minutos, segundo a assessoria do Planalto. 

Pela manhã, Dilma se reuniu com as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Helena Chagas, além do ministro Gilberto Carvalho para tratar da demissão de Jobim. A conclusão dessa reunião teria sido pela demissão.

Nelson Jobim deixou o Ministério da Defesa pouco mais de quatro anos após ter assumido o posto. Ele foi convidado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a substituir o então ministro Waldir Pires, em julho de 2007, quando o governo enfrentava o caos aéreo.

Filiado ao PMDB, Jobim foi presidente do Supremo Tribunal Federal (2004-2006) e ex-ministro da Justiça do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1997). Tem prestígio com os militares por sua postura conciliadora e em defesa das tropas.

O ex-ministro foi contrário à criação da Comissão da Verdade, proposta contida no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) que tem o objetivo de investigar os crimes ocorridos durante a ditadura militar. Essa posição ocasionou mal-estar com colegas de governo, mas serviu para reforçar seu prestígio com os militares.