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Educadora defende que Dilma universalize a educação básica

Especialistas consideram que educação tem que ser tratada como prioridade pelo novo governo
por jessicasouza publicado , última modificação 01/11/2010 21h10
Especialistas consideram que educação tem que ser tratada como prioridade pelo novo governo

O professor é peça-chave na construção de uma educação de qualidade (Foto: Valter Campanato/ABr)

São Paulo - A especialista em educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Mirian Paura, acredita que o novo governo trará mudanças positivas para a educação brasileira. A pesquisadora defende que a presidente eleita, Dilma Rousseff, invista no combate ao analfabetismo e a universalização da educação básica, principalmente com o aumento de matrículas nos ensino médio.

Para Paura também é necessário que haja um programa de formação continuada para os professores. “Que eles tenham salários que representem e dignifiquem o seu trabalho. E também defendo um levantamento sobre a falta de professores, que está muito grande no Brasil”, explica.

Para o representante de educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no Brasil, Paolo Fontani, a presidente eleita tem que tratar a educação como prioridade. “Agora que o Brasil terá um novo governo com mais quatro anos pela frente é o momento de pensar no que precisamos para o futuro. Um país que tem ambições políticas, econômicas e mesmo de projeção internacional, como o Brasil, tem que contar com recursos humanos à altura disso”, afirmou.

Paolo citou o exemplo da Coreia do Sul, que investiu bastante em educação para que a qualificação dos recursos humanos acompanhasse o desenvolvimento da indústria. “O Brasil está se aventurando em terrenos como o pré-sal, que vai trabalhar com tecnologias de ponta e exigirá mão de obra para entender um nível diferente”, explicou.

“Os países ricos que investiram muito em educação hoje investem cerca de 6% (do Produto Interno Bruto, PIB). Mas aqui é preciso uma medida de choque para injetar o dinheiro necessário para que o Brasil passe a brigar com o que se investe nos outros países”, disse Fontani.

A média de estudo do brasileiro, em 2010, é de 7,2 anos. O investimento em educação é perto de 5% do PIB.O percentual está se aproximando dos patamares dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que têm uma média de 6%.

Apesar de não haver uma fórmula para construir uma educação de qualidade, os especialistas apontam o professor como peça-chave desse processo. Sem remuneração adequada e bons planos de carreira para a categoria, será difícil mudar a realidade da sala de aula, defende a coordenadora geral da ONG Ação Educativa, Vera Masagão. “A escola precisa atrair talentos e pessoas motivadas. É necessário investir na formação e na valorização para que a área se torne atrativa”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil

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