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Dilma diz que desafio na área social será ampliar “herança bendita” de Lula

por Luana Lourenço, da Agência Brasil publicado , última modificação 18/11/2010 19h16

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes (Foto: José Cruz/ABr)

Brasília - A presidente eleita Dilma Rousseff ouviu nesta quinta-feira (18) especialistas sobre as possibilidades de erradicação da pobreza no Brasil e disse que o principal desafio da área social nos próximos anos será ampliar a aperfeiçoar a “herança bendita” que será deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo Dilma terá um fórum permanente para a área social, com especialistas e representantes de pastas do governo.

Segundo interlocutores que estavam na reunião, Dilma se referiu à política social do governo Lula como uma “herança bendita”, que deverá ser ampliada.

A ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, disse que na reunião de hoje a presidenta reafirmou o projeto – apresentado durante a campanha – de incluir cerca de 750 mil famílias sem filhos entre os beneficiários do Bolsa Família nos próximos anos e dar escala a programas sociais específicos para população de rua e comunidades indígenas e quilombolas.

A ministra disse que o valor do reajuste do Bolsa Família ainda não está definido e que “vários cenários” serão apresentados à presidenta eleita nos próximos dias. “O reajuste acontecerá. Temos vários estudos, vários cenários que serão apresentados a ela, e ela tomará a decisão”, disse.

O economista da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri, afirmou que Dilma sinalizou que deverá priorizar a erradicação da pobreza entre as crianças, com investimentos em creches e no atendimento à primeira infância.

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmnann, que também participou da reunião, disse que é possível antecipar a meta de erradicar a miséria no Brasil de 2016 para 2014 e que o caminho é “aperfeiçoar e sofisticar” a atual política social. “Essa possibilidade cabe no Orçamento e não pode ser função exclusiva do governo federal, deve ser articulada, integrada com diferentes esferas de governo”.

Após a reunião, a presidenta eleita recebeu a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, no Centrto Cultural Banco do Brasil, onde está instalada a equipe de transição.