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Para Dilma, PSDB quer dificultar acesso de jovens à faculdade

por Redação da RBA publicado , última modificação 16/10/2010 21h23

São Paulo – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lamentou as declarações de seu adversário, José Serra (PSDB), sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O tucano afirmou esta semana que há uso político da prova.

Dilma entende que isso reflete uma tentativa de dificultar o acesso dos jovens à faculdade, já que o Enem agora serve como exame de entrada em diversas instituições de ensino superior e no Programa Universidade para Todos (ProUni). Durante evento de campanha em Belo Horizonte, a candidata lembrou que o DEM, aliado do PSDB, entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a extinção do ProUni.

“Eu acho um absurdo a declaração do candidato Serra a respeito do Enem. Quando se fala em vazamento é necessário que se perceba que foi um crime que está sendo investigado. E um crime contra o Enem", afirmou Dilma, numa referência ao episódio envolvendo o exame no ano passado. "Atacar o Enem agora é uma forma indireta do candidato Serra atacar o Prouni. Aliás, o partido do vice dele [DEM] entrou na Justiça pedindo para acabar com o Prouni, entraram no Supremo. E sso compromete as oportunidades que 700 mil estudantes estão tendo, o que é um absurdo.”

Sem trégua

Durante carreata ao lado de Dilma e do vice-presidente José Alencar, o presidente Lula lembrou que Minas Gerais tem a chance de eleger a primeira presidente da história do país. “E mineiro que é mineiro, mineira que é mineira, não trai o seu torrão”, afirmou, convocando a militância a fazer campanha nas ruas: “A partir de agora, companheiros de Minas, não tem trégua. A partir de agora nossas bandeiras não podem mais ficar guardadas, nossas camisetas não podem mais ficar na gaveta. Agora é colocar nossas camisetas, nossas bandeiras e ocupar Minas Gerais, para ocupar Belo Horizonte.”

Para Lula, a única explicação para sua desaprovação entre parte da classe alta é o preconceito. O presidente entende que, mesmo ganhando mais que nos governos anteriores, os ricos não conseguiram superar o fato de um metalúrgico governar o país. "Agora não é apenas preconceito, é preconceito e medo de ver uma mulher ganhar as eleições e fazer pelo Brasil mais do que eles fizeram."