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Para Dilma, Brasil tem de decidir: amor e esperança ou ódio e medo

por João Peres, da RBA publicado , última modificação 16/10/2010 03h05

(Foto: Gerardo Lazzari)

São Paulo – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, apontou que o futuro de cada brasileiro será definido no dia 31 de outubro. Durante comício nesta sexta-feira (15) na zona leste da capital paulista, a ex-ministra enfatizou a comparação entre os governos de PT e PSDB.

Com grande público, a campanha petista deu largada aos comícios do segundo turno na capital paulista. Milhares de militantes foram à Praça do Forró, em São Miguel Paulista, manifestar apoio à continuidade do atual projeto. O evento marca a organização de uma agenda positiva em torno da candidata, mobilizando sindicatos, movimentos sociais, líderes religiosos e integrantes de partidos da base aliada para desfazer os efeitos gerados pelos boatos em torno da ex-ministra.

Para Dilma, é o momento de comparar entre o governo que gerou 14 milhões de empregos e possibilitou que os brasileiros tivessem comida na mesa e o governo que deixou o país parado e em grande desemprego. “Não vamos deixar o Brasil dar passos para trás. Que não volte a ser aquele país em que nenhum de nós tinha esperança.”

A candidata afirmou que o PSDB aposta agora em usar o ódio, "irmão" do medo disseminado contra Lula em 2002 e 2006, para abalar sua campanha. Trata-se de uma referência aos boatos sobre posições pessoais ou do passado de Dilma. "Casaram o ódio com o medo e não querem que o país enxergue o que está em jogo. Está em jogo o futuro do país", afirmou, acrescentando que os brasileiros devem adotar o caminho da esperança e do amor representados pelo atual governo.

A candidata voltou a lembrar as privatizações promovidas no governo Fernando Henrique Cardoso, que teve o adversário, José Serra, entre seus principais ministros. Dilma lembrou especialmente o caso da Petrobras, que vinha perdendo força na gestão de FHC e que hoje é a segunda maior petrolífera do mundo, preparando-se para ser a grande exploradora da camada pré-sal. “Agora querem privatizar o pré-sal. Querem entregar para as empresas privadas internacionais. Isso não vamos deixar. Vamos dar um grande não a isso”, afirmou, sendo seguida por um “Não” do participativo público.