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Para advogado, 'agora, Bancoop pode se defender'

Juíza aceitou denúncia contra dirigentes e ex-dirigentes de cooperativa
por Redação da RBA publicado , última modificação 28/10/2010 20h08
Juíza aceitou denúncia contra dirigentes e ex-dirigentes de cooperativa

São Paulo – A denúncia do promotor de Justiça José Carlos Blat contra seis dirigentes e ex-dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) foi aceita nesta quinta-feira (28) pela juíza Patrícia Inigo Funnes, da 5ª Vara Criminal de São Paulo. Luís Flávio Borges D'Urso, advogado de defesa de João Vaccari Neto, um dos réus do processo, vê a decisão como uma possibilidade de o ex-presidente da Bancoop se manifestar.

Ao aceitar a denúncia, os acusados têm dez dias para apresentar defesa. D'Urso sustenta que essa etapa não implica valor de culpa. Após o prazo, a juíza fará um primeiro juízo, podendo absolver sumariamente os réus. "Isso é importante uma vez que, durante anos e anos de investigação, Vaccari nunca teve oportunidade de se manifestar nem de ser ouvido na denúncia esdrúxula e com acusações improcedentes", afirmou o advogado.

Além de Vaccari, Ana Maria Érnica, diretora-financeira da cooperativa, Tomás Edson Botelho Fraga, ex-diretor administrativo-financeiro da Bancoop, Leticya Achur Antonio, advogada da cooperativa, e Henir Rodrigues de Oliveira e Helena da Conceição Pereira Lage, ambas sócias de empresas acusadas de desvios, respondem à denúncia aceitas. Eles são acusados por Blat de crime de formação de quadrilha, estelionato e tentativa de estelionato, falsidade ideológica e crime de lavagem de capitais por desvios de recursose prejuízo a cooperados que não receberam unidades habitacionais.

A pedido do Ministério Público Estadual, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Vaccari e de Ana Maria Érnica foi decretada. O pedido de bloqueio de bens de parte dos acusados foi indeferida pela juíza. D'Urso afirma que pretende recorrer da decisão de quebra de sigilo. "Embora Vaccari nada tema, é algo que precisa ser alvo de recurso, por entendermos ser injusta, uma vez que ele sequer foi ouvido", avalia.

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