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Flávio Dino afirma ser 'candidato do PT'

PT está coligado com Roseane Sarney, que recebe apoio de Lula, mas comunista garante que tem apoio dos militantes
por Redação da RBA publicado 29/09/2010 17h35, última modificação 29/09/2010 17h50
PT está coligado com Roseane Sarney, que recebe apoio de Lula, mas comunista garante que tem apoio dos militantes

Dino tenta esvaziar apoio de Lula a Roseane (Foto: Divulgação)

São Paulo – O candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que Roseane Sarney (PMDB), governadora e líder nas pesquisas de intenção de voto, sustenta sua vantagem na declaração de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O comunista lembra, em entrevista ao Terra Magazine, porém, que o PT no estado apoia sua candidatura, empatado tecnicamente com Jackson Lago (PDT).

"O arranjo eleitoral do PT é um desafio ao entendimento do eleitor no Maranhão", criticou. Em votação, o diretório do partido decidiu apoiar a candidatura do aliado PCdoB. A direção nacional petista interveio e forçou a coligação com o PMDB dos Sarney, obedecendo a costura da chapa presidencial que tem Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Em função do cenário, o PT compõe a aliança de Roseane Sarney, que assumiu o cargo depois da cassação do mandato de Jackson Lago (PDT), também concorrente ao cargo neste ano. Na prática, no entanto, lideranças petistas do Maranhão e mesmo de outros estados fazem campanha pelo comunista.

Para Flávio Dino “todos os petistas do Maranhão fazem campanha para mim, não tem ninguém do fazendo campanha para ela (Roseana). Então, hoje não há dúvida para a população de que o candidato do PT sou eu” acrescentou.

Para Dino, Roseana "esconde" o sobrenome na campanha para não lembrar “uma herança maldita de quase 50 anos da família Sarney no estado”. Ele sustentou que, em todo o Nordeste, foram sentidas mudanças desde o início do governo Lula, e que apenas o Maranhão permanece atrelado "ao esquema político da ditadura militar". Ambos

"Até hoje ele (Sarney) não apareceu (na propaganda eleitoral) na TV, no rádio, nada, é como se ele não tivesse nada a ver com a campanha dela. O argumento não tem nenhum sentido, nem político nem jurídico", afirmou. Dino lembrou que o presidente do Senado foi eleito pelo Amapá "por uma contingência", mas que ele é uma liderança egressa do Maranhão. "Na verdade, trata-se de tentar esconder o passado. Porque ele sabe que o legado desse passado é uma herança maldita” concluiu.

Na entrevista, Dino afirmou que, em caso de segundo turno, considera natural o apoio de Lago, já que ambos tentam arrebanhar os eleitores anti-Sarney. Ele não comentou, porém, os rumores de renúncia do pedetista. Por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral, o candidato corre riscos de perder o mandato caso se eleja. A retirada poderia favorecer, segundo analistas, o segundo turno.