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Osmar Dias diz que Richa é 'sinônimo de privatização'

Dois primeiros colocados priorizam interior. Candidato do PDT tenta colar privatizações no favorito
por fabiooscar publicado , última modificação 16/09/2010 17h40
Dois primeiros colocados priorizam interior. Candidato do PDT tenta colar privatizações no favorito

O candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (Foto: Divulgação)

São Paulo - Duas semanas do primeiro turno das eleições, o segundo colocado nas pesquisas, Osmar Dias (PDT) tenta colar em Beto Richa (PSDB) a pecha de privatista. O tucano que lidera a corrida ao governo do Paraná teria, segundo seu rival, disposição de implantar um programa de venda de estatais e enfraquecimento do Estado.

As críticas foram feitas em sua passagem por Maringá, a 420 quilômetros de Curitiba, na noite de quarta-feira (15), na Associação Recreativa da Copel (Arcom). O alvo eram os funcionários da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Dias se mostrou confiante na virada. "Se a curva está para cima, vamos fazer ela empinar de vez", destacou, segundo relato do Último Segundo.

Osmar taxou Beto como o candidato a favor da privatização. "Esse que anda pelo Estado, agora, dizendo que vai fortalecer as empresas públicas, foi o mesmo que votou pela venda do Banestado. Foi o mesmo que apresentou uma emenda, de autoria dele, para vender 40% das ações da Copel", disse.

Aplaudido pelos funcionários públicos, seguiu alfinetando o adversário. "Teve muito deputado que teve a campanha financiada para dar o voto pela venda da Copel na Assembleia Legislativa. Isso não pode ser esquecido".
 
O candidato lembrou a venda do Banestado, que classificou como "desastrosa". Segundo o pedetista, o processo levou o estado paranaense a uma dívida de R$ 8 bilhões junto ao governo federal e outra de R$ 1,2 bilhão com o Itaú, que arrematou o banco estatal. O banco privado tem como garantia de recebimento da dívida, explicou Osmar, quase 50% das ações da Copel.

De olho no interior

Para os candidatos, os municípios pequenos e médios do estado podem decidir a eleição. Beto Richa e Osmar Dias, têm apresentado estratégias semelhantes que demonstram essa preocupação. Tanto o pedetista como o tucano dedicam espaços privilegiados em seus programas de TV para falar de agricultura, um tema sensível para o eleitorado – e que também atrai doadores de campanha.
 
O setor concentra cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense. Em 2009, foram R$ 191 bilhões faturados pelo agronegócio no Paraná, que lidera a produção geral de grãos no Brasil. Dos 399 municípios do estado, 90% são considerados pequenos, com no máximo 50 mil habitantes.
 
Richa promete melhorar as estradas e modernizar a gestão do porto de Paranaguá, por onde escoa a safra. Osmar cita seu trabalho de apoio a agricultores familiares e propostas de recuperação do solo, além de enaltecer sua biografia como secretário da Agricultura dos governos de Álvaro Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).
 
Cerca de 70% do eleitorado está concentrado no interior. Curitiba reúne 17,22% dos aptos a votar. Dias esteve ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT) há três semanas em Foz do Iguaçu ao lado de Osmar. Richa apareceu ao lado do presidenciável tucano José Serra em Londrina, Paranavaí e Cascavel.