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Candidatos se concentram em denúncias de corrupção no DF

Alvo principal é Joaquim Roriz (PSC), que ainda não tem o registro eleitoral
por Thalita Pires, da RBA publicado , última modificação 21/09/2010 13h35
Alvo principal é Joaquim Roriz (PSC), que ainda não tem o registro eleitoral

O candidato do PSC, Joaquim Roriz, no debate realizado pela Rede Record (Foto: Ivaldo Cavalcante/R7)

Rio de Janeiro - A tônica do debate realizado na noite de segunda-feira (20) pela Rede Record, em Brasília (DF), foram as denúncias de corrupção de lado a lado. Os candidatos Agnelo Queiroz (PT), Toninho do PSOL e Brandão (PV) atacaram Joaquim Roriz (PSC) por conta da falta de registro de sua candidatura. Os candidatos pequenos atacaram também o candidato petista. Questões programáticas ficaram de lado.

No primeiro bloco de perguntas, em que os candidatos faziam questões entre si, todas as respostas envolveram assuntos relacionados à corrupção e à ética. Na primeira rodada, Toninho do PSOL questionou Queiroz sobre sua relação com Jofran Frejat, acusado de desmontar o sistema de saúde do DF.

Já Brandão inquiriu Roriz sobre o indeferimento de sua candidatura pelo Superior Tribunal Eleitoral (STF). Nesta quarta-feira (22), o Supremo Tribunal Federal (STF) deve definir se a Lei da Ficha Limpa vale para o pleito deste ano, selando o destino do ex-governador em 2010.

Agnelo trocou figurinhas com Brandão sobre dois casos de corrupção: o desvio de R$ 86 milhões da área de informática do DF durante o governo Roriz e o escândalo da bezerra, que levou à renúncia de Roriz ao seu mandato de senador. Na última pergunta do bloco, Roriz perguntou a Toninho os motivos para sua desfiliação do PT. A segunda rodada de questões repetiu os temas Ficha Limpa e corrupção.

O segundo bloco, com perguntas de jornalistas, continuou com o assunto corrupção em pauta. Toninho do Psol respondeu sobre as coligações dos principais concorrentes e rebateu a acusação de ser "escada" para os ataques de Roriz a Queiroz.

Roriz, quando o tema era sua reação caso o Supremo impugne sua candidatura, afirmou que não acredita nessa possibilidade e por isso não tem um plano B. Agnelo Queiroz teve de explicar qual seria a participação do PMDB no governo.

A primeira pergunta programática aconteceu no final do bloco. Eduardo Brandão respondeu sobre a distribuição de lotes para a população, política usada no passado por Joaquim Roriz.

No bloco seguinte, as perguntas voltaram a citar corrupção e alianças entre os partidos. Apenas ao fim do terceiro bloco os candidatos começaram a fazer perguntas sobre propostas de governo. Brandão discutiu ações na área ambiental, atacando a gestão Roriz.