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Após socos e pontapés, candidato faz greve de fome no Acre

por fabiooscar publicado , última modificação 10/09/2010 18h30

Candidato ao Senado protesta contra decisão de não fazer perícia em imagens de agressões na TV (Foto: Reprodução)

São Paulo – Famoso por trocar insultos, socos e pontapés com um apresentador de TV do Acre, o candidato ao Senado João Correia (PMDB) começou na manhã desta sexta-feira (10), em Rio Branco (AC), uma greve de fome em frente ao Palácio Rio Branco, sede do governo estadual. O candidato da coligação "Liberdade e Produzir para Empregar" protesta contra a decisão dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC), que indeferiram na quinta-feira (9) o pedido de perícia no material de áudio e de vídeo fornecido pela emissora de TV.

Em agosto, Correia tentou agredir Demóstenes Nascimento, apresentador da TV 5, afiliada da rede Bandeirantes. O vídeo foi para o site Youtube.

O TRE concedeu apenas o direito ao candidato de ser entrevistado novamente em programa da TV 5, mas considerou desnecessário o trabalho de perícia sob a alegação de que a coligação não impugnou especificamente trechos que tenham sido editados ou suprimidos, de forma a não demonstrar ou mesmo adulterar a verdade.

Após a briga na TV, o candidato e o apresentador, Demóstenes Nascimento, registraram queixa na polícia, compareceram ao Instituto Médico Legal para exames de corpo de delito e ameaçaram represálias jurídicas. Correia prestou queixa na 8ª DP e Polícia Federal, mas os inquéritos estão parados.

Debaixo de uma pequena tenda, sob temperatura de 37º C, Correia levou uma cadeira e uma mesa sobre a qual estavam cartelas de medicamento para hipertensão, escova e creme dentais, além de exemplares dos livros "Humano, demasiado humano", de Friedrich Nietzsche, e "Origens do totalitarismo", de Hannah Arendt. "Lutei toda a minha vida contra a ditadura militar neste país e só vou sair daqui após revisão da decisão do TRE”, disse.

João Correia era deputado em 2006 quando fez outra greve de fome, por 42 dias. À época, o motivo foi a defesa da conclusão de um processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara. Acusado de chefiar a "máfia das ambulâncias", o empresário Luiz Antônio Vedoin afirmou em depoimentos ter feito acordo com o deputado pelo qual este receberia 10% do valor das emendas de sua autoria que fossem executadas por meio de empresas do esquema.

O vídeo polêmico