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Alckmin cogita "parcerias" mas descarta OSs na segurança pública

por jessicasouza publicado 14/09/2010 14h02, última modificação 14/09/2010 14h15

Candidato foi constrangido em perguntas sobre papel de Fernando Henrique Cardoso e sobre posição a respeito da redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais (Foto:Cris Castello Branco/Divulgação)

São Paulo - O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin afirmou que poderá fazer parcerias com a iniciativa privada na área de segurança pública caso seja eleito. O tucano discursou para um platéia de empresários do setor de comércio e varejo no hotel Renaissance nesta terça-feira (14), na capital paulista.

Alckmin ressaltou sua propostas para a área de segurança pública, citou a queda na taxa de homicídios no estado nos últimos 10 anos e os problemas relacionados a roubos e furtos que preocupam os empresários. Desde o ano de 2009 há um aumento de assaltos a shoppings e condomínio de luxo.

Sobre a possibilidade de adotar um modelo de gestão que, a exemplo da área da saúde, incluísse convênios com organizações sociais (OSs), o candidato rechaçou a possibilidade. "Você não pode ter na segurança pública alguém que não seja militar no caso da PM, ou um civil que não seja concursado. O que nós podemos é fazer parcerias, isso sim é possível fazer", afirmou.

"Vamos fortalecer muito a investigação, a polícia civil por meio tecnológicos, inteligência, valorização policial e de outro lado a polícia militar fortemente na rua. Vamos ter 6 mil policiais militares a mais e dobrar a polícia comunitária", explicou. 

Para o candidato a maioria dos pequenos roubos são realizados por jovens com problemas com drogas. "Problema mental cresce no mundo, o vício nas drogas é uma doença. Vou criar programas de tratamento". Alckmin disse ainda que aumentará o combate aos traficantes, mas que isso é obrigação do governo federal. "No interior de São Paulo se produz cana e alimentos, nós não produzimos cocaína, como é que isso está entrando no país?", questionou.

FHC e jornada

Alberto Saraiva, fundador e presidente da rede de restaurantes Habib's, colocou Alckmin em saias justas ao perguntar sobre a ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos discursos e na campanha dos candidatos do PSDB. Alckmin relembrou o Plano Real e a contribuição do ex-presidente para a estabilidade econômica no país. "Minha geração não sabia o que era moeda estável, essa estabilidade mudou o Brasil de patamar. Porém o que você tem que colocar na eleição é os olhos para frente, para u furturo e discutir nessa eleição quem está mais preparado", defendeu.

Os empresários ainda perguntaram ao canditato sua opinião sobre a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas. A classe é contrária à medida em discussão no Congresso nacional, porque consideram que a proposta oneraria o setor do varejo, que absorve muita mão de obra.

Alckmin afirmou que essa questão deveria ser objeto de negociação entre as partes e desconversou sobre mudanças na legislação. "Eu defendo a tese que deve-se diminuir os encargos sobre a folha de pagamento e assim estimular mais empregos formais."